Vendas de fevereiro – Brasil No Brasil, as vendas de diesel B seguiram aquecidas em fevereiro, totalizando 5,2 milhões de m³ – alta de 3% frente ao observado no mesmo período do ano passado. O forte crescimento das vendas do combustível nos primeiros meses do ano reflete principalmente o avanço da colheita de soja no país, ampliando o volume de fretes no setor agropecuário para escoamento do produto no mercado doméstico e aos terminais de exportação. Vale destacar que, de acordo com o índice ABCR, o fluxo de veículos pesados nas principais rotas pedagiadas do Brasil cresceu 3,4% no comparativo sazonal, evidenciando essa tendência. No acumulado anual, a demanda por diesel B alcançou 10,54 milhões de m³, marcando ampliação de 3,76% em relação ao mesmo período de 2024.
As vendas de gasolina, por sua vez, também apresentaram alta em fevereiro em 2,16%, atingindo 3,3 milhões m³. O movimento parece refletir a perda de competitividade do etanol hidratado, tornando a gasolina C mais atrativa para o consumidor final. Com isso, as vendas do biocombustível recuaram 6,57% frente o mesmo período em 2024, de acordo com os dados parciais da ANP. A demanda por Ciclo Otto, por sua vez, tem se mantido estável frente o ano anterior, com o encarecimento dos preços – tanto da gasolina quanto etanol - podendo contribuir para limitar o crescimento do consumo de combustíveis leves.
Desaceleração da demanda global por petróleo Em relatório divulgado nessa segunda-feira (24), a Agência Internacional de Energia (IEA) estima que a participação do petróleo na matriz energética global recuou para 30% em 2024, refletindo a desaceleração do crescimento. De acordo com a agência, o consumo de óleo bruto avançou apenas 0,8% no ano anterior (+830 kbpd), com o fim do efeito de recuperação pós pandemia, crescimento menor do setor industrial e avanço da eletrificação. Um destaque é a conclusão de que o setor petroquímico e de aviação respondeu por quase metade do crescimento do consumo de petróleo, com a demanda por transporte rodoviário desacelerando nos últimos anos. Em 2024, a demanda por petróleo se situava 1,3% acima dos níveis de 2019, mas com a maior parte desse crescimento sendo reflexo do setor petroquímico.
O principal driver dessa desaceleração é a China, mas as economias avançadas também vêm apresentando uma estabilidade do consumo (-0,1% a.a.), com este não voltando atingir os níveis pré-pandemia de Covid-19. Nesses casos, o crescimento das frotas elétricas e desaceleração da economia contribuem para limitar o consumo de petróleo, com o teletrabalho também influenciando esse movimento (especialmente em economias avançadas). Todavia, vale destacar que outras regiões seguem registrando aumento do consumo de petróleo, com economias emergentes asiáticas e seu crescimento econômico mais expressivo dinamizando o mercado.
Para 2025, a IEA estima um crescimento de 1 mbpd da demanda global de petróleo, maior que o nível do ano anterior. Entretanto, as tendências apresentadas em 2024 devem se estender nos próximos anos, com mais economias diversificando sua matriz energética e avançando com a eletrificação, e o crescimento do consumo de petróleo sendo mais impulsionado pela indústria petroquímica e países emergentes no Leste Asiático e Oriente Médio.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,98/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,22% na sessão passado, alcançando USD 8,58704/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,36%, alcançando USD 3,926 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,61%, próximos a USD 8,639 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.