Trump anuncia tarifas recíprocas Ontem pela tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a nova política de tarifas recíprocas dos EUA. As novas medidas anunciadas consideram uma taxa mínima de 10% aos produtos importados pelos EUA com origem de qualquer outro país. Países da Ásia e da Europa foram os mais impactados, conforme a nova política prevê taxações mais agressivas a alguns desses players, com foco para China (54%), Tailândia (36%), Japão (24%) e União Europeia (20%). No geral, há uma percepção de que essa movimentação por parte dos EUA deve gerar retaliações pelos países mais impactados, contribuindo para um cenário de pressão inflacionária e desaceleração das atividades econômicas a nível global. No caso do petróleo, gás natural e derivados, oficiais da Casa Branca confirmaram uma isenção total das tarifas, independente da origem, reduzindo a preocupação sobre um encarecimento dos produtos energéticos internalizados pelo mercado norte-americano. No geral, a medida acarreta fortes pressões baixistas às cotações, com os especuladores mostrando uma forte aversão ao risco nessa manhã.
DOE registra alta dos estoques nos EUA De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo nos EUA avançaram 6,2 milhões de barris, volume em linha com o divulgado pelo API, mas seguindo caminho contrário às expectativas do mercado, de queda em 2 milhões de barris. A forte escalada é explicada por uma redução das exportações, que caíram 0,73 mbpd no período, ao passo que a demanda doméstica também apresentou uma diminuição, mas em menor escala, de 0,2 mbpd, com o fator de utilização das refinarias caindo 1 ponto. Enquanto isso, a produção doméstica se manteve relativamente estável, seguindo em patamares recordes (13,6 mbpd), e as importações cresceram de maneira acelerada, em 0,3 mbpd, contribuindo para o balanço superavitário no período. Vale destacar que, interrompendo maiores avanços, a transferência de barris dos estoques comerciais às reservas estratégicas continua pela quarta semana consecutiva.
Os estoques de diesel apresentaram uma leve alta, de 264 mil barris, com a demanda pelo combustível crescendo a níveis menores frente ao que foi produzido ao longo da semana. Já as reservas de gasolina apresentaram uma baixa semanal de 1,55 milhão de barris, mesmo em meio à uma demanda mais arrefecida pelo combustível, em meio à uma produção que opera em patamares menos elevados.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,055/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,62% na sessão passado, alcançando USD 8,91905/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,22%, alcançando USD 4,046 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -4,42%, próximos a USD 8,525 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.