Importações de combustíveis em março No Brasil, conforme já vinha sendo apontado pelo lineup, os dados divulgados pelo MDIC mostraram que as importações de diesel cresceram em março, totalizando 1,31 milhão de m³ – alta de 4,6% frente ao mesmo período do ano passado. O resultado positivo das internalizações ocorre em um cenário de demanda aquecida por diesel B – com o processo de colheita de soja e o escoamento do grão aos terminais de exportação aumentando a busca por fretes pelas vias rodoviária e ferroviária – e uma produção menor de diesel A pelas refinarias brasileira, com a produção total de derivados de petróleo caindo 5% nos dois primeiros meses do ano.
No agregado anual, as importações de diesel A alcançam 3,67 milhões de m³, marcando aumento de 15,2% frente ao realizado no mesmo período de 2024, com a tendência se mantendo de um volume importado aquecido para os próximos meses, em meio às previsões de um aumento na produção de grãos e um crescimento das atividades econômicas no Brasil.
Para a gasolina, entretanto, as importações seguiram em queda. De acordo com o MDIC, o volume internalizado somou apenas 120 mil m³ em março, uma retração de 58,8% frente o mesmo período em 2024. Ao contrário que se observa para o diesel, a produção doméstica do combustível leve continuou avançando, atingindo 4,9 milhões de m³ nos primeiros dois meses do ano (+1,7% a.a) – o que correspondeu a 95% da demanda por gasolina A no período (compatibilizando com os dados de vendas da ANP). Além disso, a demanda doméstica por gasolina C se recupera lentamente, limitada pela estagnação do consumo de combustíveis leves como um todo.
Dessa maneira, as importações acumuladas no primeiro trimestre somam 641 mil m³, valor 28,3% menor que o mesmo período em 2024. As importações podem seguir pressionadas em meio a desaceleração esperada do consumo em meio a maior oferta de etanol hidratado no Centro-Sul. Além disso, com as refinarias domésticas mantendo a produção de gasolina A elevada e o aumento de mistura para E30 nos próximos meses devem contribuir para limitar as importações do combustível.
Arábia Saudita reduz preços para a Ásia No domingo (06), a Arábia Saudita surpreendeu o mercado ao revisar os preços do Arab Light para a Ásia, reduzindo em USD 2,3 bbl – a maior queda em dois anos. A interpretação desse movimento é de que o país espera uma oferta maior de petróleo no mês de maio, a qual deve encontrar uma demanda menos aquecida, o que leva a Arábia Saudita garantir seu market-share por meio de preços mais competitivos. O movimento contribui para a queda dos contratos no início da semana, na medida que confirma as preocupações dos investidores em relação ao balanço global em um cenário de recuperação da oferta da OPEP e escalonamento das guerras comerciais.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,837/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -6,50% na sessão passado, alcançando USD 7,80402/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,56%, alcançando USD 3,777 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -2,18%, próximos a USD 7,634 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.