Retaliação entre China e Estados Unidos Após a China não recuar com as tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, a Casa Branca confirmou na terça-feira (08) que iria elevar as taxações contra produtos importados do país para 104% (50% adicional àquelas anunciadas nos últimos meses). A medida voltou a pressionar os contratos do petróleo, com o baque maior acorrendo nessa quarta-feira (09) após Pequim retaliar novamente, determinando tarifas de 84% sobre os Estados Unidos ao afirmar que “irá lutar até o fim” – acirrando a guerra comercial conforme os países apostam na reciprocidade para se defenderem.
O movimento impacta fortemente o petróleo devido o peso da demanda desses dois países sobre o mercado, com China e Estados Unidos representando mais de um terço do consumo global da commodity. Além dos impactos mais diretos sobre o consumo desses dois players, uma desaceleração econômica e do comércio a nível global – dado que os países também são as maiores economias do mundo - tende a influenciar o consumo de petróleo em diversas regiões. O pessimismo de que os países não entrem em um acordo e que se mantenham tarifas elevadas de comércio levam investidores precificarem uma queda da demanda, levando a um superávit do balanço da commodity.
API registra alta dos estoques Na última semana, o API registrou que os estoques de petróleo nos Estados Unidos recuaram 1 milhão de barris, movimento contrário a estimativas dos agentes. Essa queda pode estar relacionada ao aumento das exportações e leve recuperação da atividade das refinarias. Caso o DOE confirme esse movimento de queda dos estoques de petróleo, em ritmo até maior que registrado pelo API, pode apoiar levemente as cotações, mas não sendo suficiente para aliviar as pressões e o pessimismo do mercado.
Para os derivados, se teve um movimento misto, com os estoques de gasolina se recuperando levemente (+207 mil barris) e os de diesel recuando 1,8 milhão de barris. No caso da gasolina, essa recuperação destoa da sazonalidade do indicador, sinalizando a manutenção de uma demanda interna enfraquecida. Para o diesel o cenário é oposto, com a queda não sendo antecipada pelos agentes e podendo indicar uma demanda interna mais aquecida.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,465/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -2,16% na sessão passado, alcançando USD 7,47558/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,78%, alcançando USD 3,492 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -5,57%, próximos a USD 7,059 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.