Estoques americanos de petróleo em queda De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo nos EUA caíram 2 milhões de barris ao longo da semana – volume maior do que o esperado pelo mercado, mas abaixo do reportado pelo API no dia anterior (-4,5 milhões de barris). A redução foi influenciada principalmente por uma produção menor (-0,7%) e a manutenção dos repasses das reservas comerciais para as SPR. Vale destacar, também, que a demanda pela commodity se manteve firme, com o fator de utilização das refinarias avançando 0,4 p.p. no período. Os estoques de diesel também operaram com queda, de 1,1 milhão de m³, seguindo caminho contrário ao apontado pelo API, em meio a um avanço significativo das exportações, de 380 kbpd (+37,1%). Já para a gasolina, as reservas se mantiveram estáveis (+188 kbpd), influenciada tanto pelo aumento das importações (+31,7%), como também por uma redução da demanda doméstica (-4,2%).
Importações de diesel seguem aquecidas De acordo com os dados divulgados pelo MDIC, as importações de diesel A totalizaram 1,48 milhão de m³ em abril, marcando alta de 23% frente ao observado no mesmo período do ano passado. O volume internalizado no mês foi o maior em 2025, refletindo tanto a demanda aquecida por diesel no mercado doméstico quanto uma janela aberta para internalização do combustível – com este último fator ocorrendo mesmo em meio aos reajustes negativos dos preços de venda promovidos pela Petrobras, com a queda contínua das cotações do petróleo e uma valorização do real garantindo a manutenção dessa busca pelo produto importado. No agregado anual, as importações de diesel A totalizaram 5,14 milhões de m³, apresentando um aumento de 17,2% frente ao observado em 2024, com a Rússia representando 63% desse volume (3,27 mi de m³), seguida por EUA (1,13 mi de m³), Arábia Saudita (251 mil m³), Índia (241 mil m³) e outros fornecedores menores.
Em contrapartida, as importações de gasolina A seguiram bem fragilizadas, totalizando 120 mil m³, volume 6% inferior ao observado em abril/24. Apesar da janela aberta para internalização ao longo de todo mês, o crescimento acelerado da produção doméstica do combustível pelas refinarias brasileiras – de +5,2% no agregado anual – garantiu uma menor exposição ao mercado internacional, mantendo volumes importados menos significativos. No agregado anual, o indicador alcançou 763,5 mil m³, marcando queda de 25% frente ao observado em 2024, mesmo em um cenário de crescimento do consumo no mercado interno ao longo do primeiro trimestre do ano. Dentre os principais fornecedores, destacam-se a Rússia (278 mil m³), Países Baixos (193 mil m³) e Bahamas (190 mil ³).
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,621/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,63% na sessão passado, alcançando USD 7,37919/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,66%, alcançando USD 3,645 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,46%, próximos a USD 7,379 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.