Acordo entre China e EUA surpreende No final de semana, representantes chineses e americanos se reuniram em Genebra para discutir as tarifas comerciais impostas nos últimos meses, com o acordo resultante desse encontro superando as expectativas. Ambos os países concordaram em reduzir as tarifas de importação recíprocas, com a taxa americana passando de 145% para 30%, enquanto a China reduziu de 125% para 10%. A validade dessa medida é de 90 dias, o que deve contribuir para limitar os impactos sobre o comércio dos países no curto prazo, após cinco semanas de tarifas elevadas já terem afetado os fluxos em abril.
Ainda se tem setores e produtos chineses que contam com tarifas mais elevadas que as 30% definidas nessa segunda-feira, mas espera-se que a forte recuperação de pedidos e exportações chinesas para os EUA nas próximas semanas tenha um impacto bastante positivo sobre a economia chinesa, compensando esse movimento. Para o petróleo, e diversos outros ativos de maior risco e commodities, a notícia do acordo aliviou os temores de curto prazo da guerra comercial, com investidores revendo os contratos em meio perspectivas de uma atividade econômica e fluxos comerciais melhores do que era precificado no início do mês.
Impactos sobre demanda por gasolina nos EUA Nas semanas que antecedem o início da “driving season” nos Estados Unidos, uma tendência de crescimento menor de voos pode apoiar a demanda por gasolina no país. De acordo com a American Automobile Association, a expectativa é de que no feriado de “Memorial Day” no final de maio, o número de viagens rodoviárias deve expandir 3,1% frente 2024, sendo o maior volume em quase 20 anos (39,4 milhões de pessoas), enquanto viagens aéreas devem aumentar 1,7% a.a. Entende-se que preocupações envolvendo a economia e temores inflacionários tenham impactado os planos de viagens dos americanos, o que tende a favorecer a gasolina pelo preço do combustíveis mais barato para o consumidor final após as fortes quedas do petróleo, enquanto se teve aumento do valor das passagens aéreas. Isso pode favorecer a demanda por gasolina ao longo dos meses de verão, pressionando os estoques comerciais do derivado.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,795/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,70% na sessão passado, alcançando USD 7,60529/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,61%, alcançando USD 3,818 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 2,86%, próximos a USD 7,823 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.