Mercado mostra alívio com redução das tarifas Ao longo da sessão passada, foi observada que a redução das tarifas anunciadas pelos EUA e pela China acabou gerando um alívio generalizado no mercado financeiro. Conforme explicado no Relatório de Fechamento de Câmbio da StoneX: “Após mais de um mês de tensões comerciais extremamente elevadas, resultado do “choque tarifário” iniciado pelos EUA em 02 de abril, investidores se surpreenderam com a magnitude da amenização desse conflito, reduzindo as preocupações do mercado quanto aos prejuízos esperados para as economias dos dois países...”. Tal fator acabou por ampliar a busca por ativos de maior risco, com diversas commodities sendo beneficiadas pelo novo acordo. No caso do petróleo, a expectativa de atividades econômicas mais aquecidas favoreceu a tendência para uma ampliação da demanda pelo óleo bruto e derivados, garantindo o suporte observado ao longo da sessão passada e no início da sessão de hoje. Vale destacar, no entanto, que o mercado deve seguir atento aos novos desdobramentos das discussões sino-americanas, com os investidores ainda se mantendo mais cautelosos em meio às incertezas das movimentações do governo norte-americano.
Arábia Saudita mantém volume alto de vendas para a China De acordo com fontes de refinarias chinesas, as vendas de petróleo saudita para a China devem seguir aquecidas ao longo do mês de junho. De acordo com os dados disponibilizados pelo GACC, ao longo do primeiro trimestre, as exportações da commodity pela Arábia Saudita para o país asiático atingiram novos recordes, totalizando 1,62 mbpd – volume 3,8% maior frente ao observado no mesmo período de 2024. Para junho, é esperado um volume próximo a 1,6 mbpd de petróleo escoado pela Saudi Aramco ao mercado chinês, evidenciando uma expectativa de demanda aquecida da China no período. Tal cenário ocorre em meio à janela de oportunidade dos centros de processamento para aquisição de um petróleo mais barato, principalmente ao longo de abril e maio, com as cotações mais baixas no mercado internacional abrindo espaço para ampliação das compras da commodity. Vale destacar, também, que é provável que o governo central venha ampliando as importações para expandir as reservas estratégicas do país, garantindo os suprimentos necessários em um contexto de preços mais atrativos do óleo bruto.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,646/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,64% na sessão passado, alcançando USD 7,73024/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,19%, alcançando USD 3,653 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,77%, próximos a USD 7,790 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.