EUA e China retomam conversas Hoje, as autoridades chinesas e norte-americanas devem retomar as discussões acerca das relações comerciais e das tarifas aplicadas pelos dois países. Ao longo da semana passada, os preços do petróleo foram amplamente suportados pela possibilidade de um acordo para redução ou suspensão definitiva das taxações, inflando as expectativas de uma normalização dos fluxos comerciais entre os dois países. Vale destacar que, de acordo com os dados divulgados pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), as exportações de bens e produtos pela economia asiática para o mercado norte-americano despencou em maio, com as vendas diminuindo cerca de 34% no comparativo com o mesmo período do ano passado, refletindo o peso que as tarifas têm gerado sobre a capacidade de escoamento desses produtos. Nesse sentido, as novas negociações sobre a relação comercial sino-americana é um fator que segue entregando suporte aos preços do petróleo, com os investidores apostando em uma melhora do cenário de demanda da commodity com um eventual acordo econômico.
China reduz importações de petróleo Ainda de acordo com os dados divulgados pela GACC, as importações de petróleo alcançaram 10,97 mbpd em maio, marcando queda de 3% frente ao mês anterior e de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume é o menor em quatro meses, sendo explicado parcialmente pelo período de manutenção programada em refinarias independentes e estatais, que afetou cerca de 2,6 mbpd da capacidade de refino do mercado chinês. Além disso, o aumento dos preços da commodity no mercado internacional e a redução dos fluxos iranianos também acabaram auxiliando na redução das internalizações, com a China desacelerando o processo de reestocagem da commodity. Vale destacar, por fim, que o resultado ruim das exportações de bens e produtos aos EUA é outro fator que pressiona as compras de petróleo pela China no exterior, em meio à uma demanda menor por derivados que tem uma maior sensibilidade à aspectos econômicos, como o diesel e o óleo combustível, por exemplo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,784/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,73% na sessão passado, alcançando USD 7,90993/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,11%, alcançando USD 3,704 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,24%, próximos a USD 7,929 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.