Tensões entre EUA e Irã crescem Ontem, os investidores se surpreenderam em maio à confirmação de fontes do governo dos EUA de que as autoridades norte-americanas estariam estudando evacuar embaixadas no Iraque e no Bahrain, com os receios de um conflito direto com o Irã começando a crescer. Contribuindo para ampliar os temores, o Ministro da Defesa do Irã confirmou que, caso os EUA promovessem ataques contra território iraniano após as negociações de um novo acordo nuclear fracassarem, Teerã irá revidar contra bases militares dos EUA próximas ao país. A forte escalada dos riscos geopolíticos no Oriente Médio não era esperada, fator que acabou contribuindo para o aumento significativo dos futuros do petróleo, em meio às preocupações em relação à possibilidade de um novo conflito impactar a infraestrutura produtiva e logística de petróleo na região, que hoje é responsável por mais de 25% de toda a oferta global. Paralelo a isso, é esperado que as sanções sobre as exportações de petróleo pelo Irã se mantenham por um período indeterminado, alimentando os receios sobre as dificuldades do país conseguir escoar os volumes que vinha transportando no passado.
Estoques de petróleo caem nos EUA De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo caíram 3,64 milhões de barris – volume bem maior do que o apontado pelo API, de 370 mil barris. A queda das reservas seguiu refletindo uma ampliação da demanda doméstica pela commodity, que avançou 1,3% no período, totalizando 17,23 mbpd – maior volume semanal desde 2019. Vale destacar que o fator de utilização das refinarias também avançou, em 0,9 p.p., totalizando 94,3% da capacidade total – maior valor para o ano. Tal cenário evidencia as expectativas dos centros de processamento para a driving season ao longo desse ano, além de um maior aproveitamento dos preços mais atrativos do petróleo.
No que tange os estoques de gasolina e diesel, foi observando avanços na ordem de 1,5 milhão e 1,25 milhão de barris, respectivamente. Apesar de um crescimento acelerado da demanda de ambos os combustíveis – de 11% para a gasolina e 7,1% do diesel – a manutenção de uma oferta operando em patamares sazonalmente mais elevados impediu uma redução das reservas desses derivados.
StoneX publica quinta revisão das estimativas de diesel B e biodiesel A StoneX divulgou, hoje, a sua quinta revisão das estimativas de demanda de diesel B e biodiesel para 2025, mantendo as projeções de crescimento das vendas de diesel B em 3%, totalizando 69,3 milhões de m³. Caso consolidado, será o nono ano consecutivo de aumento da demanda pelo combustível, refletindo as excelentes safras agrícolas e a manutenção de indicadores industriais aquecidos em quase todas as regiões brasileiras, o que influencia em uma expansão do escoamento dos bens produzidos por esses setores aos centros de consumo doméstico e terminais de exportação, utilizando as vias rodoviárias e ferroviárias para esse fim, que utilizam o diesel como principal combustível. Clique aqui para acessar o material completo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,507/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 4,34% na sessão passado, alcançando USD 8,30263/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 3,42%, alcançando USD 3,627 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,62%, próximos a USD 8,168 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.