Estados Unidos se envolvem diretamente no conflito Após sinais mistos pelo presidente Donald Trump na semana anterior, com o republicano chegando a afirmar na sexta-feira (20) que o país iria adiar seu posicionamento no conflito, a resposta definitiva veio ainda no final de semana, com os EUA atacando unidades do programa nuclear iraniano. A ação visou as principais instalações do país persa, com o presidente americano afirmando em redes sociais que a ação americana “obliterou” peças centrais para o programa, enquanto representantes de Teerã defendem que o ataque não causou os danos citados pelos americanos. Em geral, a ação fez aumentar as incertezas em relação ao conflito, com as tensões na região aumentando, o que impacta mais expressivamente os mercados energéticos, especialmente de petróleo.
Após o ataque, a China se posicionou e criticou a ação americana, reiterando que Pequim está disposto para integrar os esforços da diplomacia global para restaurar a paz no Oriente Médio. Nessa segunda-feira, Israel seguiu bombardeando o Irã, com foco na capital. Todavia, o principal ponto de observação nesse momento é como se dará a resposta de Teerã frente a participação direta dos Estados Unidos no conflito, com esse movimento determinando se haverá uma guerra direta com Washington além dos fluxos de petróleo global frente o possível controle sobre o estreito de Hormuz.
Incertezas sobre resposta iraniana Após os ataques no final de semana, o Irã prometeu retaliar e escalou ataques sobre Israel no início da semana, todavia as atenções se voltam para a possibilidade de ofensivas contra bases americanas no Oriente Médio e o estreito de Hormuz. No domingo, o parlamento do país aprovou o controle sobre o estreito, o qual registra um fluxo de petróleo na ordem de 16,5 mbpd, e agora a medida aguarda aprovação de ordens maiores do regime.
Todavia, ainda é incerto se esse movimento irá de fato ocorrer, devido os riscos envolvendo aumentar as hostilidades e retaliações de outros países que dependem do canal para escoamento da produção, como Arábia Saudita, Iraque e EAU. Além disso, é possível que uma medida dessa leve a uma intervenção da marinha americana na região para garantir os fluxos. Atualmente, os países mais dependentes do petróleo exportado pelo estreito de Hormuz se concentram na Ásia, com destaque para China (33%), Índia (13%) e Japão (11%). Essa dependência foi destacada inclusive pelo Secretário de Estado americano, Marco Rubio, o qual afirmou que a “encoraja” a China a entrar em contato com Teerã para evitar um movimento mais drástico sobre o estreito de Hormuz.
Até o final de semana, o fluxo de tankers pelo estreito havia se mantido estável, mas o escalonamento das tensões na região já causa uma disrupção nas atividades. Alguns navios já deixaram de navegar pelo estreito, evitando a região, com empresas de rastreamento dessas atividades afirmando uma queda em 32% do número de navios adentrando o estreito para carregar o petróleo. Isso pode causar atrasos no frete da commodity no curto prazo, além de aumento dos preços devido ao risco elevado de operação, especialmente enquanto não tiver definições sobre a resposta iraniana.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,80% na sessão passado, alcançando USD 9,38315/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,04%, alcançando USD 3,887 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,12%, próximos a USD 9,267 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.