EUA registra queda dos estoques de petróleo Na última semana, os Estados Unidos registraram queda dos estoques de petróleo em 5,8 milhões de barris, superando as estimativas do API e sinalizando uma demanda interna bastante aquecida. O resultado levou o indicador para os menores níveis desde setembro/24, atingindo novas mínimas sazonais no histórico recente, influenciado pela maior demanda por refinarias domésticas – com FUT alcançando 94,7%. A sazonalidade dos estoques indica que o ritmo de queda costuma se manter até meados de setembro, o que pode representar um risco de deterioração ainda maior das reservas nos próximos meses.
Os derivados também surpreenderam ao registrar uma queda dos estoques maior que antecipado pelos agentes do mercado. De acordo com o DOE, os estoques de gasolina recuaram 2 milhões de barris na última semana, rompendo com a tendência de recuperação dos períodos anteriores em meio novos picos de consumo, com esse indicador ficando em 9,7 mbpd em meio os feriados nos Estados Unidos. Para o diesel, observou-se uma queda ainda mais expressiva, em 4 milhões de barris, impactado pela manutenção do consumo (3,8 mbpd) e queda da oferta pelas refinarias, a quais também aumentaram as exportações na semana.
Vendas de combustíveis em maio De acordo com dados parciais da ANP, as vendas de diesel B seguiram elevadas em maio, estando em 5,7 milhões de m³ - o melhor resultado para o mês na série. Com isso, as vendas do indicador acumulam alta de 3% no ano, em 27,3 milhões m³, em meio a demanda crescente de fretes rodoviários – tanto por boas safras agrícolas quanto pelo aquecimento de outros setores econômicos. Para os próximos meses, espera-se que o aumento sazonal das importações de fertilizantes e o início da colheita da safrinha sigam apoiando o indicador, com a StoneX projetanto que o consumo de diesel B em 2025 mantenha um crescimento anual de 3%, totalizando 69,3 milhões m³.
Para a gasolina C, a agência reportou vendas de 3,8 milhões m³ em maio, o que representa alta de 4,63% frente o mesmo período no ano passado. Em geral, a maior competitividade do fóssil frente o etanol nos últimos meses garante uma maior participação da gasolina sobre o Ciclo Otto, mesmo no estado de São Paulo, onde a paridade se mantém abaixo de 70%. Outro fator que apoia o crescimento da demanda pelo derivado é a própria expansão do consumo de combustíveis leves, com a recuperação do fluxo de veículos leves entre abril e maio impactando o indicador. Para os próximos meses, espera-se uma manutenção do consumo maior de gasolina C, especialmente a partir de agosto, com o E30 contribuindo para a manutenção de preços mais competitivos para p fóssil. Dessa maneira, a StoneX revisou sua projeção de Ciclo Otto, elevando as perspectivas de consumo de gasolina C em 4,9% em 2025, enquanto etanol hidratado deve retrair 7,8% frente o ano anterior.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,406/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,80% na sessão passado, alcançando USD 8,05392/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,85%, alcançando USD 3,343 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,46%, próximos a USD 8,091 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.