Mercado segue atento a atualizações da OPEP+ Conforme citado no Diário de Petróleo ontem, as atenções dos investidores seguiram direcionadas às possíveis decisões da OPEP+ sobre sua política produtiva na próxima reunião ministerial, marcada para ocorrer nesse domingo (06). Ao longo dos últimos dias, o mercado vem especulando um novo adiantamento da redução dos cortes voluntários em 411 kbpd para agosto, seguindo as decisões observadas para o mês de maio, junho e julho. Caso confirmado, a redução total dos cortes, que no início do ano estava marcado para ocorrer apenas em setembro/26, passa a acontecer em dezembro/25, o que geraria um aumento significativo da entrega de barris no mercado global. Vale destacar, no entanto, que a oferta realizada do grupo não vem apresentando o mesmo crescimento ao longo dos últimos meses, refletindo principalmente os planos compensatórios de membros que vinha ofertando acima dos tetos estabelecidos. De acordo com a última decisão, os picos dessas restrições de compensação devem ocorrer entre agosto e setembro, quando o volume total acordado atingirá entre 501 e 520 kbpd. Nesse sentido, os investidores se mantêm ainda um pouco incertos sobre qual o volume real de barris que o grupo entregará nos próximos meses, apesar das expectativas seguirem de exportações mais elevadas pelos membros da OPEP+.
Primeiro semestre marcado por fortes quedas Ao longo desse semestre, os preços do petróleo registraram uma forte desvalorização, de 9,4%, indo de USD 74,6 bbl para USD 67,61 bbl. Apesar dos riscos geopolíticos influenciarem em altas pontuais dos preços em diferentes períodos – como no início do ano, com o aumento das sanções norte-americanas contra a Rússia, e em meados de junho, com o começo dos conflitos entre Israel e Irã –, os futuros da commodity foram amplamente pressionados pela nova política tarifária norte-americana, que gerou uma percepção de diminuição das atividades econômicas a nível global no médio prazo. além disso, um balanço global superavitário da commodity também influenciou nas baixas observadas nas cotações, com a desaceleração do consumo em algumas regiões, principalmente a Ásia, influenciando em um processo de reconstrução dos estoques mundiais de petróleo. Nessa quinta-feira (03), a Inteligência de Mercado da StoneX divulgará o Novo Relatório Trimestral de Perspectivas de Commodities, que trará as análises sobre os resultados de diferentes commodities agrícolas e energéticas nos últimos meses e as tendências para o terceiro trimestre de 2025.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,456/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,09% na sessão passado, alcançando USD 7,94206/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,30%, alcançando USD 3,411 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,33%, próximos a USD 7,968 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.