Trump ameaça ampliar tarifas Ontem, o mercado direcionou uma maior atenção às medidas tarifárias norte-americanas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma ampliação das taxações aos produtos exportados pelo Brasil, de 10% para 50%, com vigência a partir de agosto. A situação elevou os temores dos investidores em relação à aplicação de tarifas maiores até mesmo à países que mostram uma balança comercial deficitária com os EUA, como o caso brasileiro, gerando incertezas em relação aos próximos passos do governo norte-americano. Vale destacar que, além desse anúncio, Trump também confirmou um aumento das tarifas aos produtos canadenses para 35%, além de ameaçar a imposição de taxações à metais e semicondutores comercializados por todos os países do globo. Diante disso, os preços do petróleo acabaram sendo negativamente afetados pelos receios de que as atividades econômicas sofram impactos com a introdução de novas tarifas pelos EUA, ampliando a fuga de ativos de risco. Vale destacar, no entanto, que o mercado se mantém cético em relação à implementação efetiva de taxações mais altas, de modo que os investidores devem seguir atentos aos desdobramentos das negociações norte-americanas com outros países.
União Europeia e EUA ameaçam impor novas sanções à Rússia Um fator que vem sustentando as cotações na manhã de hoje se deu nas novas ameaças promovidas pelos EUA e membros da Comissão Europeia em relação à aplicação de novas sanções às exportações russas de petróleo. De acordo com o presidente Donald Trump, o governo dos EUA irá realizar na próxima segunda-feira (14) um “grande anúncio” em relação à Rússia, gerando a perspectiva de que o governo norte-americano deve impor novas punições econômicas sobre o país do Leste Europeu, como resposta à continuidade dos ataques em território russo. Paralelo a isso, membros da Comissão Europeia vem negociando a possibilidade de uma redução do price cap, de USD 60 bbl para USD 45 bbl, inicialmente para os barris que se encontram nos estoques flutuantes da Rússia, que se concentram em instalações marítimas. A possibilidade da aplicação de sanções que freiem as receitas e exportações russas ocorrem em um período em que a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) confirmou em seu último relatório, publicado hoje, a possibilidade de que o mercado de petróleo pode estar mais apertado do que o esperado, conforme as refinarias norte-americanas e europeias vem ampliando de maneira acelerada as suas atividades para atender a demanda de gasolina no período de verão no hemisfério norte global. Dessa forma, o mercado acabou precificando o relatório publicado pela agência somado a um cenário de queda da oferta pela Rússia, influenciando nas altas observadas hoje.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,337/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -2,21% na sessão passado, alcançando USD 8,16816/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,75%, alcançando USD 3,362 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,01%, próximos a USD 8,250 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.