Índia pode ser afetada por sanções europeias
Nos últimos dias, os investidores vêm buscando entender os possíveis impactos das sanções europeias aos fluxos de petróleo e derivados a nível global. O principal receio do mercado se deu no banimento da importação de combustíveis fósseis produzidos por países que compram o petróleo russo, elevando a preocupação sobre uma eventual redução das exportações de derivados pela Índia à União Europeia, dado que, atualmente, o principal fornecedor de óleo bruto ao mercado indiano é a Rússia. Ao longo dos últimos anos, as refinarias indianas vinham se aproveitando dos preços mais atrativos do petróleo russo para ampliar a produção de combustíveis, destinando tanto ao mercado doméstico quanto ao exterior, com foco na Europa e na América do Sul. Nesse sentido, é possível que, no intuito de evitar uma diminuição das suas vendas para a Europa, as refinarias indianas passem a buscar novos fornecedores de petróleo no mercado, fator que geraria, provavelmente, uma redução das margens e um encarecimento do produto exportado pelo país. Ainda assim, é muito cedo para afirmar quais as próximas movimentações da Índia, com os investidores devendo se manter atentos em relação ao perfil das importações indianas de óleo bruto nos próximos meses.
Vendas de diesel no Brasil caem em junho
De acordo com informações preliminares divulgadas pela ANP, as vendas de diesel B totalizaram 5,5 milhões de m³ em junho, marcando queda de 4,9% no comparativo mensal e de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A diminuição do consumo reflete principalmente o atraso da colheita do milho safrinha e a redução das importações brasileiras de fertilizantes, resultando em uma menor circulação de caminhões utilizados para o transporte de produtos e insumos agrícolas. De acordo com o Índice ABCR, o fluxo de veículos pesados nas principais rotas pedagiadas apresentou uma queda de 0,2% no comparativo mensal, evidenciando o número menor de caminhões rodando nas estradas brasileiras. Vale destacar, no entanto, que no acumulado anual (janeiro – junho), o indicador se posicionou em 33,2 milhões de m³, marcando alta de 2,3% em relação ao primeiro semestre de 2024, atingindo um novo recorde para os primeiros seis meses do ano. O ótimo resultado das vendas no período reflete a excelente safra de soja e a manutenção de indicadores industriais ainda aquecidos, principalmente nos primeiros três meses de 2025, que gerou um aumento do escoamento de produtos ao mercado doméstico e aos terminais de exportação.
Em relação à gasolina C, as vendas totalizaram 3,6 milhões de m³ em junho, marcando queda mensal de 5,5%, mas um avanço de 2,5% no comparativo sazonal. A baixa mensal reflete uma diminuição da demanda por Ciclo Otto como um todo no país, com o fluxo de veículos leves nas principais rotas pedagiadas apresentando uma baixa de 0,2% entre maio e junho, afetando também o etanol hidratado, cujo consumo caiu 8,7% frente ao mês anterior. Já no comparativo com junho de 2024, o consumo de gasolina C melhorou, refletindo a melhor paridade de preços entre o combustível fóssil e o etanol hidratado, que gerou uma busca maior pelo derivado nos postos. Essa melhora na paridade de preços para a gasolina C frente ao observado em 2024 foi registrada ao longo de quase todo o primeiro semestre de 2025, resultando em um avanço de 3,6% nas vendas da gasolina C no período, totalizando 22,2 milhões de m³. Já no caso do etanol hidratado, a perda de competitividade nos preços resultou em uma diminuição de 3,3% nas vendas do biocombustível nos postos, totalizando 10,6 milhões de m³. Para a demanda por Ciclo Otto como um todo, foi registrado um avanço em 2,0%, totalizando 29,6 milhões de m³, influenciado por um crescimento dos fluxos de veículos leves nas rodovias brasileiras.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,325/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,10% na sessão passado, alcançando USD 8,23599/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,86%, alcançando USD 3,263 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,64%, próximos a USD 8,184 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.