Estoques americanos recuam
Na última semana, o DOE registrou uma queda dos estoques de petróleo superior a 3,1 milhões de barris, número bem acima do divulgado pelo API, reflexo da redução na produção. O relatório sinalizou a menor produção desde fevereiro, ficando abaixo dos níveis de 2024, em 13,27 milhões de barris por dia (mbpd). Esse indicador já vinha em queda gradual desde meados de abril, à medida que as instabilidades no mercado e o menor patamar de preços vinham influenciando o ritmo de expansão da oferta americana, com a própria EIA já revisando suas projeções de crescimento para 2025. Essa tendência, somada ao aumento da atividade das refinarias, tem levado os estoques a novas mínimas sazonais, com perspectivas de novas retrações nas próximas semanas, em meio ao elevado volume de petróleo processado.
No caso dos combustíveis, o DOE confirmou os dados divulgados pelo API: houve recuperação das reservas de diesel, com alta de 2,9 milhões de barris, e retração das de gasolina, com queda de 1,7 milhão de barris. Para o diesel, trata-se da segunda semana consecutiva de aumento, resultado da combinação entre menor consumo e expansão da oferta pelas refinarias no período, com a produção atingindo o maior nível desde fevereiro. O aumento das margens do derivado tem incentivado uma maior produção pelos centros de processamento, mas os estoques ainda permanecem bastante reduzidos, sem apresentar alívio significativo para o mercado. Quanto à gasolina, os estoques vêm acompanhando a sazonalidade do indicador, situando-se acima dos níveis de 2024.
Avanço nas negociações com os Estados Unidos
Negociações bem-sucedidas entre Washington e Japão, além da possibilidade de um acordo com a Europa, contribuíram para a melhora do humor do mercado e o aumento do apetite por risco. Vale destacar que os moldes definidos pela Casa Branca até o momento envolvem a manutenção de uma tarifa de 15% sobre as importações — inferior à inicialmente imposta, mas ainda acima dos níveis observados antes do novo mandato do presidente republicano.
Assim, permanece uma certa apreensão no mercado sobre como o encarecimento das importações pode impactar a economia americana e os fluxos comerciais. No entanto, a percepção de um cenário menos adverso do que o inicialmente previsto tem aumentado a predisposição ao risco, favorecendo marginalmente os preços do petróleo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,077/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,12% na sessão passado, alcançando USD 8,15269/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,03%, alcançando USD 3,078 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,79%, próximos a USD 8,217 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.