Ontem, dia 05, o contrato mais ativo do Brent seguiu em queda, posicionando-se em USD 67,64/bbl (-1,63%). Os futuros do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 65,16/bbl (-1,7%).
Os contratos do petróleo estendem a queda das sessões anteriores, atingindo o menor patamar em cinco semanas. Os temores de um mercado sobreofertado e incertezas envolvendo a economia global seguiram pressionando os futuros, com a queda sendo ampliada diante os rumores de que a Rússia estaria considerando uma trégua aérea com a Ucrânia a fim de diminuir as tensões com a Casa Branca.
Hoje pela manhã (06), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 68,59/bbl (+1,4%) até as 08h50. Após quatro dias em queda, o petróleo recupera parte das perdas em meio as ameaças de Donald Trump sobre sanções secundárias contra compradores de produtos energéticos russos.
Rússia estaria avaliando trégua aérea na Ucrânia
Diante das pressões dos Estados Unidos para um cessar-fogo no Leste Europeu, inclusive ameaçando imposição de sanções secundárias à compradores de petróleo russo, o Kremlin estaria avaliando uma trégua aérea com a Ucrânia. A medida seria uma concessão ao governo americano, com as negociações entre os países tendo sido mal-sucedidas até o momento, mas não se tem esperanças no momento de um cessar-fogo com a Ucrânia apesar do prazo determinado por Trump para essa sexta-feira (08).
A trégua poderia aliviar as tensões com os Estados Unidos, especialmente com o presidente Donald Trump, o qual tem manifestado insatisfação com Moscou e aumentou as ameaças sobre o comércio de petróleo e derivados russos nos últimos dias. De maneira geral, os preços do petróleo acentuaram a queda ao longo da sessão diante essa possibilidade, uma vez que poderia levar a uma retórica menos agressiva da Casa Branca sobre compradores de petróleo russo, reduzindo os riscos de oferta associado a essas ameaças.
Exportações russas recuam em julho
As exportações de petróleo da Rússia recuaram em julho para 3,46 mbpd, o menor patamar em cinco meses, refletindo uma queda das compras chinesas. De acordo com agências de rastreamento, a China, segunda maior compradora de petróleo russo, reduziu suas compras em 5% em julho, refletindo o período de manutenção de refinarias no país nas próximas semanas. A Índia, por sua vez, aumentou sua compra de petróleo, mas esse movimento pode ser revertido nos próximos meses diante as maiores pressões americanas e europeias.
Conforme mencionado no Diário de Petróleo da terça-feira (05), a administração Trump ameaçou novamente de impor tarifas sobre a Índia diante o comércio entre Nova Delhi e Moscou, com a União Europeia também sancionando uma refinaria do país. Apesar da alta dos fluxos de petróleo em julho, algumas fontes do mercado indiano afirmam que traders do país buscam diversificar os fornecedores da commodity diante as pressões recentes. A China também pode diminuir suas compras de petróleo russo a fim de evitar represálias americanas, com os dois países estando em negociações sobre as tarifas comerciais do governo republicano.
Em relação aos derivados, a agência registrou queda de 11% das exportações russas no comparativo com junho, sendo o menor nível em 11 meses. A queda da disponibilidade de diesel russo no mercado nos últimos meses vinha respondendo alguns fatores domésticos, como maior demanda e formação de estoques internos e queda da atividade das refinarias, mas as pressões sobre as compras de derivados do país podem afetar também a procura por esses combustíveis no mercado internacional.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3.01/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -002% na sessão passado, alcançando USD 8.04916/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,16%, alcançando USD 2,975 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,54%, próximos a USD 8,173 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.