
Petróleo se mantém estável, apesar da manutenção das isenções tarifárias entre EUA e China
Ontem, dia 11, o contrato mais ativo do Brent fechou sem grandes variações, posicionando-se em USD 66,63 bbl (+0,06%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 63,96 bbl (+0,13%).
Os futuros do petróleo se mantiveram estáveis, com os investidores monitorando de perto novas atualizações acerca das conversas entre EUA e Rússia, que devem ocorrer na próxima sexta-feira (15). Apesar de sinais de uma redução das compras indianas de petróleo russo ter chamado a atenção do mercado, a situação não influenciou as cotações da commodity de maneira expressiva.
Hoje pela manhã (12), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 66,5 bbl (-0,18%) até as 08h30. Apesar da confirmação sobre a manutenção das isenções tarifárias entre EUA e China por 90 dias, os investidores seguem pouco otimistas em relação à demanda global por petróleo, contribuindo para a estabilidade das cotações nesse início de sessão.
China e EUA negociam novo adiamento das tarifas
Ontem pela noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a extensão da isenção das tarifas sobre produtos chineses por mais 90 dias. Tal decisão trouxe um certo alívio ao mercado, com o novo prazo sendo estabelecido para o dia 10 de novembro, dando um tempo maior para que as autoridades de ambos os países consigam promover novas negociações sobre as taxações estabelecidas.
Antes do anúncio, havia uma preocupação no mercado de que a retomada das tarifas em 145% para produtos chineses e em 125% para produtos norte-americanos pudesse resultar em uma desaceleração expressiva dos fluxos comerciais em um período prévio ao início das aquisições de mercadorias a serem vendidas durante as festividades de fim de ano. Com a nova data determinada, houve o entendimento de que a pauta exportadora entre China e EUA devem continuar registrando volumes normais, mesmo com as tarifas atuais de 30% (produtos chineses) e 10% (produtos norte-americanos).
Até o momento, o petróleo parece pouco afetado pela confirmação da extensão do acordo, com os investidores ainda incertos em relação à uma melhora das atividades econômicas a nível global em um horizonte de curto prazo. Nesse sentido, o mercado espera a divulgação de novos indicadores econômicos para um entendimento melhor sobre os impactos para a demanda pela commodity nos próximos meses.
Mercado monitora de perto conversas entre Washington e Moscou
Ao longo dessa semana, um dos fatores que deve garantir volatilidade nas cotações do petróleo será as negociações entre EUA e Rússia que, de acordo com a Administração Trump, irá ocorrer nessa sexta-feira (15), no Alaska.
De acordo com o próprio presidente norte-americano, Moscou e Kiev terão de ceder territórios conquistados para conseguir chegar a uma negociação de paz, algo que é visto pelo mercado como improvável, principalmente no caso russo. Ainda assim, novos desdobramentos dessas conversas devem surtir impactos sobre os futuros do petróleo, a depender da evolução dos prêmios de risco de oferta no Leste Europeu.
Vale destacar que a pressão feita pelos EUA contra a Índia para redução das compras de petróleo provido pela Rússia parecem ter surtido alguns efeitos iniciais. De acordo com algumas comercializadoras, refinarias indianas adquiriram cerca de 22 milhões de barris de fornecedores fora da Rússia, com entrega para setembro e outubro, cenário que vem sendo observado de maneira mais intensa, principalmente após a elevação das tarifas norte-americanas à Índia para 50%.
Apesar desse cenário, os investidores seguem apostando que as tensões comerciais entre os países tendam a recuar nas próximas semanas, com a Índia voltando a buscar por produtos russos. Caso isso de fato não ocorra, poderemos ver novas pressões altistas como reflexo de compradores indianos buscando novos fornecedores no mercado.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,954/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,06% na sessão passado, alcançando USD 7,92897/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,54%, alcançando USD 2,938 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,11%, próximos a USD 7,937 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.