Ontem, dia 25, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 68,8 bbl (+1,58%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 64,8 bbl (+1,79%).
Os futuros do petróleo seguiram o ímpeto altista ao longo da sessão passada, com as expectativas de novas sanções norte-americanas sobre a Rússia gerando receios em relação à manutenção das exportações de petróleo pelo país. paralelo a isso, os ataques ucranianos à infraestrutura energética russa acarretaram ampliação dos prêmios de risco de oferta no Leste Europeu, auxiliando nas altas observadas.
Hoje pela manhã (26), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 67,8 bbl (-1,48%) até as 08h50. Uma maior aversão ao risco motivada pela pressão de Donald Trump sobre representantes do Fed, somada às incertezas em relação à disrupções reais sobre as exportações russas de petróleo e derivados servem de pressão aos futuros da commodity nesse início de sessão, com boa parte dos ganhos de ontem sendo convertidos.
Trump amplia pressão sobre a Rússia
Ao longo dos últimos dias, a Ucrânia ampliou os ataques de drones a refinarias e terminais de exportação de petróleo e derivados da Rússia, como resposta aos avanços terrestres promovidos pelo exército russo em território ucraniano.
De acordo com algumas projeções, cerca de 17% (1,1 mbpd) da capacidade de processamento de petróleo da Rússia foi afetada, acarretando disrupções produtivas e de abastecimento em algumas regiões do país, principalmente de gasolina, o que acendeu o alerta dos investidores sobre uma possível redução das vendas de combustíveis russos ao exterior. Além disso, as ofensivas promovidas por Kiev levantam a possibilidade de uma nova escalada do conflito no Leste Europeu, diminuindo as expectativas de um acordo de cessar-fogo no curto prazo.
Tal cenário, inclusive, acabou gerando um aumento das pressões norte-americanas por novas negociações de paz entre Moscou e Kiev. Ao longo dos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar aplicar novas sanções caso o Kremlin não avance nas conversas sobre um cessar-fogo ao longo das próximas duas semanas. A situação acaba por auxiliar na sustentação dos preços do petróleo, com o mercado antecipando um aumento da lista de navios tanqueiros sancionados por Washington, o que dificultaria a manutenção dos fluxos russos a outras regiões do globo, principalmente para a Ásia.
Dessa forma, o mercado deve se manter atento a novos desdobramentos sobre a situação do conflito no Leste Europeu, com os futuros do petróleo se mantendo mais sensíveis ao assunto.
StoneX revisa suas projeções de demanda do Ciclo Otto
A Inteligência de Mercado da StoneX divulgou hoje a sua quinta revisão das projeções de demanda de combustíveis do Ciclo Otto para 2025.
No primeiro semestre do ano, as vendas de Ciclo Otto (gasolina C + etanol hidratado) totalizaram 29,5 milhões m³, o que representa um aumento de 2% frente o mesmo período no ano passado. Trata-se, portanto, do melhor resultado da série no primeiro semestre.
Para o segundo semestre, espera-se manutenção dessa taxa de crescimento, com algumas condições restringindo um aumento mais expressivo das vendas frente 2024. Além disso, acompanhando a sazonalidade da série, é projetado um aumento do volume de vendas em relação ao começo do ano.
Assim, diante desses resultados e perspectivas mais otimistas envolvendo indicadores importantes, como a projeção de consumo das famílias e do PIB, a StoneX revisou positivamente suas projeções de demanda por Ciclo Otto para 60,9 milhões de m³ (+1,9% a.a).
Para mais informações em relação às projeções, acesse o documento completo clicando aqui.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,696/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,58% na sessão passado, alcançando USD 8,1872/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,48%, alcançando USD 2,709 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,61%, próximos a USD 8,055 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.