Ontem, dia 28, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 68,6 bbl (+0,8%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 64,6 bbl (+0,7%).
Os prêmios de risco de oferta no Leste Europeu seguiram subindo, com os ataques russos sobre território ucraniano voltando a ampliar os receios em relação à uma ampliação das sanções norte-americanas sobre Moscou, influenciando nas altas registradas ao longo da sessão passado.
Hoje pela manhã (29), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 68,2 bbl (-0,7%) até as 09h00. Os ganhos registrados ontem são parcialmente suprimidos nesse início de sessão, com os investidores ainda incertos em relação à resposta norte-americana sobre a ampliação dos ataques no Leste Europeu.
Rússia amplia ataques sobre território ucraniano
Ontem, a Rússia promoveu um ataque massivo de drones e foguetes contra a capital ucraniano, Kiev, atingindo escritórios da União Europeia e do Reino Unido. A movimentação por Moscou serviu como resposta à recente ofensiva pela Ucrânia, que atingiu importantes centros de refino do país, desestabilizando a oferta de gasolina em algumas regiões da Rússia.
Tal cenário acabou servindo de suporte aos preços do petróleo, influenciado tanto pelos temores em relação à novos ataques sobre a infraestrutura energética no Leste Europeu, como também à ampliação das sanções norte-americanas sobre as exportações russas. De acordo com o comunicado da Casa Branca, ao longo dos próximos dias, os EUA devem anunciar um novo pacote de sanções contra a Rússia, com foco na punição de navios que carregam petróleo e derivados produzidos pelo país.
Paralelo a isso, um fator que vem chamando a atenção dos investidores se dá na manutenção das compras indianas do produto fornecido por Moscou. Conforme afirmado por algumas tradings, é esperado que, em setembro, as importações de petróleo russo pela Índia cresçam em torno de 300 kbpd frente ao mês anterior, mesmo em meio aos esforços de Nova Délhi de retomar as negociações com Washington para redução das tarifas aplicadas pelos EUA, com as refinarias do país encontrando dificuldade para diversificar seus fornecedores.
Nesse sentido, o mercado deve se manter atento à evolução dos conflitos e da oferta de petróleo no Leste Europeu, com novas movimentações norte-americana no sentido de ampliar as pressões sobre os fluxos russos podendo servir de manutenção dos prêmios de risco ao longo das próximas semanas.
Brasil reduz importações de diesel em agosto
De acordo com o Lineup de Combustíveis e GNL da StoneX, as importações de diesel pelo Brasil em agosto devem totalizar cerca de 1,4 milhão de m³. Um fator que chamou a atenção se deu no forte aumento da participação norte-americana, que respondeu por 40% das internalizações, se tornando o principal fornecedor ao mercado brasileiro. A Rússia caiu para a segunda posição, com 35% do share, seguida por Índia (16%), Arábia Saudita (5%) e Países Baixos (3%).
Ao longo das últimas semanas, o mercado vinha esperando a redução da participação russa, influenciada por alguns fatores, como a redução do diferencial com outras referências, a menor oferta do país motivada pelos ataques ucranianos sobre centros de processamento e por um aumento sazonal da demanda pelo setor agrícola doméstico, e o aumento dos custos de fretes gerado pela ampliação das sanções da União Europeia.
Para setembro, cerca de 300 mil m³ já estão programados para chegar ao Brasil, com cargas da Índia, Rússia e EUA devendo chegar no início do mês. A evolução do conflito no Leste Europeu deve se manter como um ponto de atenção em relação à capacidade de escoamento para o mercado brasileiro ao longo dos próximos meses, com uma eventual disrupção das exportações ou aumento dos custos logísticos podendo influenciar em um aumento das aquisições de outras origens.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,944/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,84% na sessão passado, alcançando USD 8,16578/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,29%, alcançando USD 2,982 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,63%, próximos a USD 8,115 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.