Ontem, dia 04, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 69,99 bbl (-0,9%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 63,48 bbl (-0,77%).
Os contratos seguiram registrando queda, com investidores repercutindo rumores de que os países da OPEP+ poderão flexibilizar suas cotas produtivas na próxima reunião do grupo, nesse domingo (07). Há um entendimento que a busca do cartel por ampliar o market-share via aumento de oferta contribui para um balanço global superavitário, com esse sentimento baixista sendo posteriormente reforçado com a alta maior que esperado dos estoques de petróleo nos Estados Unidos.
Hoje pela manhã (05), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 66,5 bbl (-0,8%) até as 09h20. Os preços estendem a queda das últimas sessões, conforme a recuperação dos estoques de petróleo nos Estados Unidos e rumores de que a OPEP+ ampliaria suas cotas produtivas pressionam os contratos.
Balança comercial brasileira Ontem, o MDIC divulgou os dados referentes à balança comercial de agosto. As importações de diesel A atingiram 1,3 milhão de m³, marcando queda de 25% frente ao mês anterior, mas um avanço de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
A redução no comparativo com julho já era esperada, conforme a chegada do B15 em agosto acarretou menor necessidade para internalização do combustível. Vale destacar, também, que o mês de julho foi marcado pelo maior volume importado do combustível desde dezembro de 2023, com as vendas de diesel B no mercado doméstico atingindo recorde histórico no mesmo período, em meio ao avanço da colheita do milho safrinha e início dos preparativos para o plantio da soja.
Dessa forma, os resultados de agosto se mostram positivos, dado que, mesmo com a entrada de uma mistura maior de biodiesel no diesel B, as internalizações de diesel A seguiram aquecidas, com a chegada de um volume maior de insumos agrícolas – principalmente fertilizantes, com importadores priorizando a aquisição de produtos menos concentrados em meio aos altos preços praticados no mercado – influenciando diretamente no cenário observado.
Considerando as importações de gasolina, por sua vez, recuaram para 157 mil m³, marcando queda de 45,6% frente o ano passado. O resultado reflete um mercado interno bem abastecido, conforme os meses anteriores registraram uma recuperação das internalizações do combustível, sendo julho o segundo melhor resultado do ano (239 mil m³). Além disso, o aumento da oferta de gasolina pelas refinarias, e o aumento da mistura de anidro para o E30 (iniciado em agosto), também favorece uma menor exposição ao mercado internacional.
Com o resultado de agosto, portanto, o acumulado das importações no ano soma 1,65 milhões m³ de gasolina, uma queda de 16,8% frente o mesmo período em 2024 e quase 47,1% abaixo no comparativo de 2023 – ano que se teve recorde de demanda por gasolina C. Logo, estimando a exposição ao mercado externo a partir dos dados de vendas disponibilizados pela ANP e os de balança comercial do MDIC – desconsiderando a formação de estoques - tem-se que o volume recuou para 4,7% até julho. Além disso, destaca-se que a maior parte do volume importado chegou em portos do Norte e Nordeste do país, regiões que contam com uma menor capacidade de refino de combustíveis e que, portanto, teria uma maior exposição ao mercado internacional devido os custos de internalização do produto doméstico.
DOE registra alta dos estoques De acordo com o DOE, as reservas de petróleo nos Estados Unidos ampliaram em 2,4 milhões de barris, contra as projeções do API de alta de 622 mil barris. O resultado contribuiu para pressionar as cotações do petróleo, com a queda refletindo mais um recuo da atividade das refinarias no país para 94,3% - patamar ainda bastante elevado para a média do período, mas que ocorre em um momento de manutenção de oferta mais alta, superando 13,4 mbpd. Em geral, espera-se uma queda da atividade das refinarias conforme se tem períodos de manutenção, e alívio na demanda por derivados com o fim da driving-season. Nesse contexto, é possível uma recuperação dos estoques comerciais de petróleo, os quais ainda se encontram em níveis sazonalmente baixos. Todavia, margens atrativas, especialmente para a produção de diesel, podem limitar essa redução do consumo e diminuir o ritmo de composição das reservas.
No caso dos combustíveis, foi registrada uma forte queda dos estoques de gasolina, enquanto de diesel se teve uma recuperação abaixo daquela divulgada pelo API. Assim, as reservas da gasolina recuaram 3,8 milhões de barris, diante manutenção da demanda mais elevada no período que antecedeu o feriado do Dia do Trabalho e menor oferta das refinarias no período, levando os estoques para abaixo da média sazonal. No caso do diesel, o DOE registrou alta de 1,6 milhão de barris, bem abaixo dos 3 milhões divulgados pelo API, conforme as exportações e demanda seguiram levemente acima da média para o período, limitando o ritmo de recomposição dos estoques. Todavia, vale destacar que desde o final de junho, as reservas do derivado aumentaram quase 14 milhões de barris, encaminhando-se para os níveis observados em 2024.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,074/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,90% na sessão passado, alcançando USD 7,97181/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,49%, alcançando USD 3,089 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,75%, próximos a USD 7,912 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.