Ontem, dia 08, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 66,02 bbl (+0,79%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 62,26 bbl (+0,63%).
Os futuros do petróleo foram suportados pelo aumento menor do que o esperado dos limites produtivos da OPEP+ para outubro, assim como a atualização dos planos compensatórios do grupo, que prevê uma restrição maior da oferta de barris no primeiro semestre de 2026. Somado a isso, o avanço das importações de petróleo pela China contribuiu para o ímpeto altista do mercado.
Hoje pela manhã (09), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 66,5 bbl (+0,8%) até as 09h00. Os preços do petróleo seguem crescendo, com os receios sobre a possibilidade de uma nova rodada de sanções norte-americanas contra a exportação de produtos energéticos pela Rússia contribuindo para as altas registradas nesse início de sessão.
China amplia importações de petróleo
De acordo com os dados divulgados pelo GACC, as importações de petróleo pela China totalizaram 11,65 mbpd, marcando alta mensal de 4,9% e de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A manutenção de compras aquecidas pelo mercado chinês reflete um FUT ainda aquecida das refinarias estatais – próximo a 83% – e a continuidade do processo de ampliação dos estoques comerciais e estratégicos do país – política que se estende desde o início do ano.
Importações de petróleo pela China – mbpd
Fonte: GACC. Elaboração: StoneX.
No agregado anual, as internalizações da commodity operam próximas a 11,3 mbpd – volume 2,6% maior em relação ao observado em 2024. O principal motivador do crescimento, principalmente no primeiro semestre, se deu na busca por aumentar os níveis das reservas chinesas, com os importadores se aproveitando dos preços mais atrativos do petróleo no mercado internacional.
Vale destacar que, para o final de 2025 e ao longo de 2026, a tendência se mantém de uma continuidade dos esforços para ampliar os níveis das reservas da China, com algumas projeções mostrando que, atualmente, cerca de 60% da capacidade de estocagem está preenchida, mesmo com o país promovendo um aumento de 530 kbpd dos estoques desde o início do ano – o que dá espaço para uma manutenção das compras da commodity. Tal fator, inclusive, pode servir para limitar baixas mais expressivas das cotações do óleo bruto, em meio ao entendimento de que parte desses barris que são destinados às reservas chinesas não deverão ficar disponíveis ao mercado.
Expectativas sobre novas sanções sobre a Rússia crescem
Contribuindo para dar suporte aos preços do petróleo, começou a ventilar no mercado a possibilidade de uma ampliação das sanções norte-americanas sobre as exportações russas de petróleo e derivados. Tal expectativa foi apoiada principalmente pela confirmação feita por Donald Trump, no domingo (07), de que os EUA estariam se preparando uma “segunda fase” de sanções contra a Rússia, sem dar detalhes sobre quais setores seriam considerados nessa nova rodada.
Atualmente, há um receio entre os investidores de que a Casa Branca decida por promover tarifas retaliatórias contra países que compram produtos energéticos da Rússia. Tais temores ampliaram em meio às pressões feitas pelo governo norte-americano contra a Índia, uma das principais compradoras de petróleo russo, ameaçando ampliar as taxações contra produtos indianos caso Nova Délhi não determine a suspensão das aquisições dos produtos russos.
Nesse sentido, o mercado deve se manter atento à atualizações da Casa Branca sobre as sanções sobre produtos russos, com uma eventual chegada de novas punições contra Moscou podendo restringir a entrega de barris para outras regiões, o que serviria para apoiar os futuros da commodity.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,09/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,79% na sessão passado, alcançando USD 7,85638/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,04%, alcançando USD 3,153 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,70%, próximos a USD 7,911 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.