
Novos ataques de Israel apoiam petróleo
Ontem, dia 09, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 66,39 bbl (+0,56%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 62,63 bbl (+0,59%).
Os futuros do petróleo encontraram apoio com o escalonamento dos ataques de Israel, com o país atingindo o Qatar em uma operação que visava lideranças do Hamas. Além disso, o mercado também reagiu a fala do presidente Donald Trump, o qual insistiu que a Europa deveria aplicar tarifas de 100% sobre as importações da Índia e da China como maneira de pressionar a Rússia no contexto do conflito no Leste Europeu.
Hoje pela manhã (10), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 66,98 bbl (+0,89%) até as 09h00. O petróleo estende a recuperação do dia anterior, ainda influenciado pelos tensionamentos envolvendo o conflito no Oriente Médio e as pressões sobre a Rússia via sanções secundárias.
API registra alta dos estoques de petróleo De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos avançaram 1,2 milhão de barris na última semana, divergindo das projeções do mercado que apontavam um recuo de 1 milhão do indicador. Em geral, o instituto sinaliza que esse aumento dos estoques comerciais ocorreu a despeito do crescimento da atividade das refinarias americanas no período (+0,6%). Caso esse aumento das reservas tenha ocorrido via importações, é possível que os preços ainda encontrem apoio diante a percepção de uma demanda doméstica ainda bastante elevada.
Para os derivados, o API registrou alta nos estoques de diesel e gasolina, na ordem de 1.500 e 329 mil barris, respectivamente. O patamar de operação aquecido das refinarias do país nas últimas semanas tem contribuído para limitar a deterioração dos estoques de derivados, especialmente no caso do diesel. Logo, caso esse movimento se verifique essa semana, com mais um aumento expressivo das reservas do derivado, é possível que o crack-spread do diesel seja pressionado, conforme a oferta se adequa e permite a recuperação dos estoques.
Israel ataca o Qatar Em movimento surpreendente, Israel realizou ataques no Qatar visando lideranças do Hamas que estariam no país árabe para discutir condições sobre um cessar-fogo em Gaza. O evento movimentou o mercado conforme o Qatar é considerado um país neutro no conflito, atuando como mediador para negociações sobre a guerra em Gaza, além de estar mais alinhado aos Estados Unidos há décadas. Após o ataque à prédios residenciais, autoridades do Qatar e do Emirados Árabes Unidos condenaram o movimento, e mercado interpretou o episódio como uma escalda da estratégia israelense no conflito.
O petróleo sentiu a notícia, estendendo a alta verificada no início da sessão, mas os ganhos ainda são limitados pela percepção de que o novo episódio do conflito não representa uma ameaça para a produção e os fluxos da commodity na região. Todavia, o ocorrido sinaliza como o mercado segue sensível aos conflitos geopolíticos, sendo os principais pontos de suporte para as cotações nos últimos meses.
CPI na China em agosto De acordo com dados oficiais, o CPI da China em agosto recuou 0,4% no comparativo anual, ficando abaixo das expectativas do mercado. O indicador sinaliza que mesmo diante dos esforços do governo chinês em estimular o consumo doméstico, o país ainda encontra obstáculos para manter o dinamismo da economia interna, em meio a um cenário internacional mais desafiador para o país, especialmente em um contexto que os próprios EUA pressionam a Europa para aplicar sanções contra Pequim na forma de tarifas. A China tem adquirido grandes volumes de petróleo a fim de expandir os estoques estratégicos, mas observa-se que a dinâmica menos aquecida da economia interna tem também se refletido em um crescimento menor da demanda pela commodity.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,117/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,56% na sessão passado, alcançando USD 7,90041/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,67%, alcançando USD 3,096 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,96%, próximos a USD 7,977 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.