Ontem, dia 24, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 69,31 bbl (+2,5%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 64,99 bbl (+2,5%).
Os futuros do petróleo foram amplamente suportados pela manutenção da queda dos estoques comerciais nos EUA e o aumento dos receios sobre uma maior dificuldade de escoamento da commodity pela Rússia para outras regiões do globo, gerando a percepção de um balanço global de curto prazo mais apertado.
Hoje pela manhã (25), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 69,1 bbl (-0,3%) até as 08h50. Os preços do óleo bruto operam com uma leve queda, passando por uma correção, enquanto os investidores buscam compreender melhor a extensão dos impactos ao refino e a capacidade de exportação de petróleo pela Rússia ao longo das próximas semanas.
Estoques de petróleo e derivados operam em queda nos EUA
De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo seguiram operando em queda, mas em escala menor frente à semana anterior, ao redor de 600 mil barris. A manutenção da redução das reservas reflete exportações em patamares elevados (4,48 mbpd), acima das máximas históricas dos últimos cinco anos para o período, e um FUT ainda bem significativo, posicionando-se em 93 pontos percentuais – enquanto, em 2024, o indicador operava ao redor dos 90,9 p,p ao final de setembro.
A motivação por trás desse consumo maior dos centros de processamento se dá na busca por maximizar a oferta de diesel e QAV, em meio às boas margens de ambos os produtos no mercado. Um fator que contrabalanceou parte da retração dos estoques se deu no avanço significativo das importações no comparativo semanal (+14%), totalizando 6,5 mbpd.
Em relação aos derivados, tanto as reservas comerciais de diesel quanto da gasolina operaram com quedas mais significativas, na ordem de 1,68 milhão e 1 milhão de barris, respectivamente. No caso do diesel, uma forte reação das exportações e a recuperação do consumo doméstico auxiliaram na geração de um balanço deficitário, com a diminuição dos volumes importados no período auxiliando nesse movimento dos estoques.
Já para a gasolina, a manutenção de uma oferta menor do que o registrado em anos anteriores e a manutenção de uma demanda interna e externa elevadas acabou motivando a baixa dos níveis de estocagem, que seguem operando, pela quarta semana consecutiva, abaixo do observado no mesmo período de 2024 e da média dos últimos cinco anos para o período.
Riscos geopolíticos seguem ditando preços do petróleo
Outro fator que influenciou nas fortes altas registradas ontem se deu nos receios dos investidores em relação à capacidade de escoamento de petróleo e derivados por importantes players produtivos.
Na Rússia, a continuidade dos ataques promovidos por drones ucranianos contra refinarias e terminais de exportação vem afetando consideravelmente a disponibilidade de produtos energéticos em algumas regiões do país. Estimativas apontam que, em alguns dias de setembro, cerca de 20% da capacidade de refino russa chegou a ficar inoperante, com os centros de distribuição relatando desabastecimentos de gasolina – principal derivado impactado pela crise de refino russa, como balanço do diesel ainda se mostrando superavitário. Essa menor disponibilidade de combustíveis fez com que os produtores mantivessem boa parte da sua oferta no mercado doméstico, afetando o nível de exportações para outras regiões do globo.
Nesse sentido, os investidores se mantêm alertas em relação à capacidade da Rússia de seguir escoando os volumes atuais de petróleo e derivados para os terminais de exportação. Há, também, uma preocupação de que Moscou possa estar se preparando para novas investidas contra território ucraniano, elevando as tensões no Leste Europeu e aproximando os membros da OTAN ao conflito. Dessa forma, os prêmios de risco devem se manter elevados enquanto o mercado segue incerto sobre os próximos passos da guerra na região.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,858/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,48% na sessão passado, alcançando USD 8,24789/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,05%, alcançando USD 2,888 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,25%, próximos a USD 8,228 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.