Ontem, dia 25, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 69,42 bbl (+0,16%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 64,98 bbl (-0,02%).
Após duas sessões em forte alta, com o petróleo voltando a atingir o maior patamar desde o início de agosto, os contratos do petróleo encerraram o dia em leve alta, com mercado avaliando o aumento de pressões sobre o comércio russo já tendo precificado nos dias anteriores essa escalada de tensões entre Moscou e países da OTAN.
Hoje pela manhã (26), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 69,31 bbl (-0,14%) até as 09h10. Os contratos passam por leve correção no início da sessão, com investidores aguardando novas informações sobre o Leste Europeu e movimentações da Casa Branca.
Estados Unidos pressionam Turquia sobre compra de produtos russos
O presidente americano, Donald Trump, seguiu expressando descontentamento com países que adquirem petróleo e derivados da Rússia, voltando-se para a Turquia. Ele acredita que o governo de Tayyip Erdogan aceitará os termos americanos de cessar as compras da commodity russa, uma vez que a Casa Branca oferece em troca o fim de sanções contra projetos do país para aquisição de jatos militares. Além disso, Trump reforçou que a Turquia pode encontrar outros fornecedores de petróleo, e que o fim do comércio com a Rússia seria a melhor decisão do país para impedir a guerra no Leste Europeu. A Turquia é um importante importador de petróleo e derivados russos, importando 330 kbpd de óleo bruto em média no ano passado – o principal comprador dentro dos países da OTAN.
Nas últimas semanas, as pressões americanas contra Moscou se intensificaram, o que apoiou a alta significativa do petróleo nesse período. Destaca-se o chamado de Donald Trump para que países europeus deixassem de comprar petróleo russo durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (23), cuja proposta foi reforçada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Em geral, o mercado interpreta que a posição mais dura dos Estados Unidos em relação à Rússia contribua para diminuir a disponibilidade de petróleo no mercado, especialmente nesses centros consumidores importantes. Todavia, vale destacar que as importações de petróleo russo na Europa seguem pouco significativas, representando 2% do bloco, com o maior foco sendo a Turquia. Assim, nesse cenário, países europeus poderiam optar por seguir expandindo as compras de petróleo americano e de outros países do Oriente Médio, com a Rússia escoando esse volume para outras regiões.
Rússia limita exportações de diesel
Com a nova onda de ataques ucranianos contra centros de refino na Rússia, o país anunciou que estenderá o banimento de exportações de gasolina e agora também restringindo o comércio de diesel a fim de garantir o abastecimento doméstico. O anúncio foi realizado pelo ministro de energia russo, conforme as ofensivas ucranianas nos últimos três meses afetaram 20 refinarias, reduzindo a capacidade de processamento em quase 1 mbpd de acordo com estimativas do mercado.
A Ucrânia tem conseguido sustentar os ataques contra a infraestrutura energética, movimento que não se verificou nessa magnitude anteriormente no conflito, mesmo no início de 2024. A sequência de ofensivas tem forçado a parada não planejada de refinarias, e em alguns casos, ataques menos espaçados chegam a inviabilizar a manutenção desses centros. Isso provocou uma forte queda dos estoques de derivados da Rússia em um período de maior demanda por combustíveis, especialmente gasolina. Mesmo com o mercado de diesel não sofrendo até agora qualquer restrição de comércio pelo governo russo, os agentes já observavam uma forte queda das exportações nos últimos dois meses – com algumas agencias estimando recuo de 28% do indicador.
Agora, com o início do período de colheita durante o outono, foi determinada a primeira medida que limita exportações de diesel desde 2023. Em geral, a Rússia conta com um balanço de gasolina bastante apertado, o que leva a medidas recorrentes de limitar exportações, mas para o diesel o cenário não costuma ser igual, conforme o país só consome 50% da produção doméstica.
A medida anunciada se trata de uma restrição direcionada para refinarias de pequeno porte, com capacidade de processar até 20 kbpd e para traders de petróleo (reexportação), ou seja, as grandes refinarias que respondem pela maior parte da produção russa seguem autorizadas para exportar. Todavia, mesmo que ainda limitado, a medida já sinaliza um mercado de diesel estressado na Rússia, abrindo espaço para novas políticas nesse sentido. Dessa forma, observa-se um aumento da insegurança do mercado de diesel, com os estoques em diversas regiões mantendo-se abaixo das médias sazonais e com margens elevadas, podendo agora contar com menos oferta russa.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,904/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,16% na sessão passado, alcançando USD 8,26098/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,03%, alcançando USD 2,903 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,16%, próximos a USD 8,248 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.