
Petróleo atinge menor patamar em três semanas
Ontem, dia 30, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 66,03 bbl (-1,58%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 61,96 bbl (-1,67%).
Os futuros seguiram operando em queda, chegando a serem negociados abaixo de USD 66 bbl na última sessão – o menor patamar em três semanas. Em geral, os temores de aumento da oferta global com os rumores envolvendo a OPEP+ e perspectivas de uma demanda enfraquecida retomaram ao radar de precificação dos investidores, revertendo os ganhos obtidos na semana anterior com os conflitos geopolíticos.
Hoje pela manhã (1º), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 65,70 bbl (-0,48%) até as 09h10. No início da sessão os contratos sustentaram leve alta em meio a divulgação de uma queda dos estoques comerciais americanos, todavia, esse movimento se reverteu e investidores seguem mais baixistas diante os fundamentos de O&D.
API registra queda dos estoques de petróleo
De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos recuaram 3,6 milhões de barris na última semana, divergindo das estimativas dos agentes (+1 milhão de barris). Caso se confirme esse movimento no relatório DOE, que será divulgado nessa quarta-feira (1º), as reservas de petróleo atingiriam novas mínimas sazonais, em um movimento de maior estresse sobre o mercado norte-americano.
Em geral, a manutenção de estoques mais baixos se deve tanto pela maior atividade das refinarias quanto exportações elevadas, com esses indicadores superando os níveis de anos anteriores. Assim, mesmo em um contexto de manutenção programada de refinarias, o fator de utilização desses centros de processamento ainda se mantém acima de 90%, enquanto a média para o período é mais próximo de 85%.
Para os combustíveis, o API registrou alta tanto para o diesel quanto pata a gasolina, na ordem de 3 e 1,3 milhões de barris, respectivamente. Esses volumes são maiores do que aqueles projetados pelos agentes, sinalizando que a forte atividade das refinarias e redução das exportações favorecem uma recuperação das reservas dos derivados.
Produção de petróleo
De acordo com a ANP, a produção de petróleo no Brasil seguiu bastante elevada em agosto, estando em 4,02 mbpd, uma alta de 16,5% frente o ano anterior. Esse montante é apenas levemente menor que o pico da série histórica observado em julho, o que sinaliza uma manutenção dos altos níveis produtivos em meio a intensificação de investimentos em E&P nos últimos anos, com essa tendência devendo se estender nos próximos períodos com perspectivas de aumento de produtividade em alguns campos no país – especialmente com as práticas de reinjeção de gás natural. Dessa forma, considerando o acumulado de 2025 entre janeiro e agosto, registra-se uma produção média de 3,73 mbpd – uma alta de 9,53% frente o ano anterior, ou quase 300 kbpd – com esses aumentos produtivos sendo revertidos em volume exportado.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,303/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,40% na sessão passado, alcançando USD 7,97538/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,15%, alcançando USD 3,374 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,88%, próximos a USD 7,825 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.