
Petróleo reverte perdas da semana anterior
Ontem, dia 07, o contrato mais ativo do Brent fechou estável, posicionando-se em USD 65,45 bbl (-0,03%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 61,73 bbl (+0,06%).
Após a decisão da OPEP+ no final de semana, investidores buscam avaliar como o balanço global da commodity deve se comportar nos próximos períodos, revisando a precificação de grandes aumentos produtivos do grupo até o final do ano. Todavia, as incertezas mantiveram o mercado cauteloso, contribuindo para cotações estáveis.
Hoje pela manhã (08), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 66,41 bbl (+1,47%) até as 09h20. Os preços da commodity registram forte alta, conforme o API indicou um aumento das importações de petróleo nos Estados Unidos mesmo diante produção elevada, além disso, analistas apontam que a decisão da OPEP no domingo (05) ainda influencia a movimentação dos agentes.
API registra resultados mistos
De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos avançaram 2,78 milhões de barris na última semana, volume acima das primeiras estimativas do mercado. Todavia, um destaque é o registro de importações no período, que somaram quase 4,6 mbpd – indicando uma necessidade de compras externas para garantir um balanço mais equilibrado em um contexto de estoques comerciais já próximos das mínimas sazonais. Isso estaria ocorrendo mesmo em um momento de desaceleração da atividade das refinarias por questões de manutenção programada, além de uma produção se mantendo em patamares historicamente elevados, acima de 13,5 mbpd.
No caso dos combustíveis, tanto diesel quanto gasolina apresentaram queda dos estoques comerciais. Para o diesel, o recuo foi na ordem de 1,2 milhão de barris, enquanto a gasolina reduziu 1,8 milhão de barris, mantendo o balanço dos derivados mais pressionados mesmo em um contexto de consumo sazonalmente menor e – ainda mais chamando atenção – em um cenário de “shutdown” do governo provavelmente influenciando a demanda por combustíveis.
EIA projeta formação de estoques no 4T
No último relatório de projeções divulgados pelo EIA, a agência revisou positivamente seus números para a produção americana, estimando uma média de 13,53 mbpd – um recorde para a série histórica, além de estar levemente acima dos números divulgados em setembro (12,44 mbpd). Essa revisão reflete a resiliência da produção americana, a qual vem conseguindo se sustentar mesmo em um patamar de menores preços especialmente a partir de ganhos de produtividade em campos já ativos. Para 2026, por sua vez, a agência segue projetando uma leva redução do indicador, conforme preços ainda mais pressionados devem levar a uma redução em novos investimentos no setor nos Estados Unidos – e o resultado de operações offshore compensando eventuais desacelerações na produção de xisto.
Outro destaque no relatório são as projeções de formação de estoques para o quarto trimestre em quase 2,6 mbpd – devendo se manter elevado ao longo do próximo ano. Essas estimativas se aproximam dos números apresentados pela IEA, e contribuem para manter investidores mais cautelosos sobre o direcionamento dos preços nos próximos meses.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,498/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,03% na sessão passado, alcançando USD 7,78855/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,54%, alcançando USD 3,517 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,24%, próximos a USD 7,885 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.