Ontem, dia 08, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 66,25 bbl (+1,22%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 62,55 bbl (+1,33%).
O menor otimismo acerca das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, e a queda dos estoques de combustíveis nos EUA foram os principais fatores de suporte aos futuros do petróleo ao longo da sessão passada, com os preços da commodity voltando a superar os USD 66 bbl.
Hoje pela manhã (09), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 66,06 bbl (-0,3%) até as 09h30. Os preços do petróleo operam em leve queda nesse início de sessão, com o mercado avaliando as discussões em relação às negociações de paz no Leste Europeu e Oriente Médio.
Estoques de combustíveis caem nos EUA
De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos EUA apresentaram um avanço semanal de 3,71 milhões de barris, seguindo em linha com o apontado pelo API e as expectativas do mercado. O resultado é explicado pelo avanço da produção doméstica – que atingiu 13,63 mbpd, novo recorde para a série histórica – e um recuo das exportações da commodity (-4,3%). Vale destacar, aqui, que os avanços das reservas foram limitados pela manutenção de uma demanda bem aquecida no país, ao redor dos 16,3 mbpd, com o fator de utilização das refinarias situando-se em 92,4 p.p.
Esse consumo maior pelos centros de processamento reflete a busca pelas refinarias em maximizar a produção de diesel, com as margens do combustível beneficiando esse cenário. Nesse sentido, foi registrado também um avanço da geração doméstica do derivado fóssil (+4,2%), atingindo 4,34 mbpd. Ao mesmo tempo, observou-se uma reação expressiva das vendas de diesel nos EUA, que apresentaram um avanço semanal de 20%, posicionando-se em 4,34 mbpd, sendo o melhor resultado desde meados de fevereiro. Esse avanço do consumo interno acabou por permitir o recuo dos níveis de estocagem no país, que seguem operando levemente acima do observado em 2024, mas abaixo da média dos últimos cinco anos para o período.
Atenções se voltam para negociação no Leste Europeu
Ao longo da sessão passada, os futuros do petróleo reagiram positivamente à fala do Vice-Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, de que as tentativas para alcançar um acordo de paz com a Ucrânia foram “amplamente exaustivas”, dando a percepção de que os dois países estão tendo dificuldades para encontrar um ponto de equilíbrio.
Paralelo a isso, ele confirmou que parte dessas dificuldades se devem aos países da União Europeia, ampliando os receios dos investidores de que os atritos recentes de Moscou com a OTAN tenham limitado as opções de acordos envolvendo a entrega de territórios ucranianos conquistados pela Rússia.
Há, também, uma preocupação em relação ao período que a guerra deve durar. Ao longo das últimas semanas, os ataques ucranianos à centros de refino russos geraram um forte impacto na capacidade de exportação de combustíveis pela Rússia, impactando diretamente no balanço desses derivados em algumas regiões.
Nesse sentido, existe um receio de que essa dificuldade logística de escoamento possa se estender para os fluxos de petróleo exportados pelo país do Leste Europeu. Atualmente, a Rússia vem ampliando a sua produção de petróleo, com as expectativas se mantendo de uma continuação da expansão ao longo dos próximos meses, muito por conta do aumento dos limites produtivos estabelecidos pela OPEP+. Caso esse avanço da oferta seja acompanhando de dificuldades para escoar o produto para o exterior, o mercado pode observar novos suportes aos futuros.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,333/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,22% na sessão passado, alcançando USD 7,88375/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,51%, alcançando USD 3,316 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,48%, próximos a USD 7,846 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.