Ontem, dia 13, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 63,32 bbl (+0,94%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 59,49 bbl (+1,0%).
As expectativas de novas negociações entre EUA e China em relação às tarifas comerciais aplicadas entre as duas economias e a manutenção de importações chinesas de petróleo aquecidas auxiliou nas altas registradas na sessão passada, reduzindo parte das perdas registradas na última sexta-feira (10).
Hoje pela manhã (14), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 62,08 bbl (-1,9%) até as 09h00. Os futuros do petróleo são amplamente pressionados pelo aumento das tensões comerciais entre China e EUA, como também a revisão das projeções do balanço global da commodity pela IEA, que espera um superávit recorde para 2026.
IEA projeta superávit recorde para 2026
Na abertura de hoje, os preços do petróleo foram amplamente pressionados pela revisão das estimativas da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), que projeta um novo recorde do superávit no balanço global da commodity para 2026, ao redor de 4 mbpd – volume bem superior ao divulgado no último relatório e acima das expectativas de outras casas.
De acordo com a agência, o motivo por trás dessas mudanças se dá nas suas expectativas em relação à oferta global, estimando um aumento de 2,4 mbpd no próximo ano, sendo 1,2 mbpd pela OPEP+ e outros 1,2 mbpd por países que não fazem parte do grupo – liderado por Brasil, Canadá, EUA, Guiana e Argentina.
Paralelo a isso, a agência espera um crescimento anual do consumo bem abaixo do observado na série histórica, com a escalada das tensões comerciais a nível global e a aceleração da eletrificação de frotas em algumas regiões devendo pesar sobre o refino da commodity. Vale destacar, aqui, que a IEA projeta que o setor petroquímico deve se tornar, nos próximos anos, o principal driver do crescimento do consumo de petróleo, principalmente na Ásia, o que limita avanços menores da demanda.
Nesse sentido, a agência espera uma forte ampliação dos estoques a nível global, com a China devendo guiar esse movimento – em meio ao aumento dos investimentos em capacidade de estocagem pelo país asiático, que vem se aproveitando de preços mais baixos do óleo bruto para ampliar as suas reservas comerciais e estratégicas.
Tensões comerciais entre China e EUA crescem
Outro fator que contribui para a queda dos futuros nesse início de sessão se dá no aumento dos riscos macroeconômicos, com as tensões entre China e EUA voltando a crescer. Na manhã de hoje, Pequim anunciou a aplicação de sanções econômicas contra cinco empresas subsidiárias norte-americanas da construtora de navios Hanwha Ocean, sediada na Coréia do Sul.
A medida veio como resposta às sanções anunciadas por Washington na última semana contra o terminal petrolífero de Rizhao Shihua, que recebe cerca de 9% de todo o petróleo importado pela China, acusando a empresa que controla o terminal de internalizar petróleo sancionado pela Rússia e Irã. Paralelo a isso, ambos os países anunciaram tarifas marítimas adicionais para embarcações que carregam produtos chineses e norte-americanos, elevando os receios em relação à uma redução dos fluxos comerciais entre as duas maiores economias do mundo por conta desses novos custos para internalização de produtos.
Esse cenário de guerra comercial entre Pequim e Washington acaba por reduzir o apetite por risco no mercado, com os investidores reduzindo as suas posições em ativos mais arriscados, como commodities energéticas e agrícolas – o que afeta negativamente o petróleo. Nesse sentido, o mercado deve seguir monitorando de perto as negociações sino-americanas, com as cotações do óleo bruto devendo se manter mais sensível a novos desdobramentos dessas discussões.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,118/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,94% na sessão passado, alcançando USD 7,53508/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,89%, alcançando USD 3,059 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -2,80%, próximos a USD 7,324 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.