
Aprofundamento de tensões entre China e EUA impacta petróleo
Ontem, dia 14, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 62,39 bbl (-1,47%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,7 bbl (-1,33%).
O petróleo seguiu recuando na última sessão, alcançando o menor patamar em quase cinco meses conforme o aumento de tensões entre Estados Unidos e China contribuiu para uma maior aversão ao risco e pessimismo envolvendo a economia global. Além disso, as projeções da IEA sobre formação de estoques nos próximos trimestres também pressionaram os contratos da commodity.
Hoje pela manhã (14), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 62,51 bbl (+0,19%) até as 09h10. O mercado segue sem grandes fatores de suporte aos preços, com a leve alta no início do dia refletindo uma ponderação do movimento das sessões anteriores enquanto investidores aguardam novas atualizações.
Retaliações entre EUA e China Na última terça-feira, a China anunciou sanções contra um grupo naval e ameaçou adotar novas medidas retaliatórias contra o segmento, intensificando as tensões entre as duas maiores economias do mundo. Com as novas medidas impactando diretamente o comércio internacional, aumentou-se o pessimismo do mercado sobre um acordo entre os países e também para a economia global. O setor naval é apenas um dos pontos de tensão na relação sino-americana, que conta também com outros fatores de interesse, como terras raras e semicondutores, com as medidas recentes de Pequim e Washington podendo tornar o processo de negociações mais complexo – uma vez que a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping deve ocorrer ao final de outubro.
Projeções OPEP para 2025 e 2026 A OPEP também divulgou suas projeções para crescimento da demanda global, mantendo uma visão otimista para o indicador que diverge das estimativas de outras agências. Para 2025, o grupo defende um aumento de 1,3 mbpd da demanda global, acompanhando um “crescimento econômico robusto”, tendência que se aprofunda no próximo ano com expansão de 1,4 mbpd. Conforme mencionado no último diário de petróleo, as projeções de crescimento do consumo de outras agências são bem menos otimistas, com a IEA esperando um aumento de apenas 710 kbpd em 2025 e para 2026 – o que resultaria em uma forte formação de estoques.
Outro destaque é o aumento da produção em setembro. De acordo com o relatório, a oferta do grupo avançou 0,630 mbpd frente o mês anterior, atingindo 43,05 mbpd. Conforme esperado, a flexibilização das cotas produtivas referente aos cortes voluntários contribuiu para alavancar a produção do grupo nos últimos meses, com a média no terceiro trimestre superando em quase 1,16 mbpd o resultado no período anterior. Espera-se que os próximos meses a produção siga expandindo, mesmo que em ritmo menos acelerado, contribuindo para o cenário de formação de estoque antecipado para o quarto trimestre.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,028/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,47% na sessão passado, alcançando USD 7,42441/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,45%, alcançando USD 2,984 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,11%, próximos a USD 7,416 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.