
Petróleo recua com retomada de conversas entre Trump e Putin
Ontem, dia 16, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 61,06 bbl (-1.37%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 57,46 bbl (-1,39%).
O petróleo segue estendendo a queda das últimas sessões, conforme se apresentam poucos fatores de suporte aos preços até o momento. No último período, o avanço dos estoques nos Estados Unidos, e, especialmente, a retomada de conversas entre Trump e Putin sobre o conflito no Leste Europeu impulsionou ainda mais a queda dos contratos, levando o petróleo a operar nas mínimas em cinco meses.
Hoje pela manhã (17), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 60,98 bbl (-0,18%) até as 08h50. Os futuros do petróleo seguem refletindo a perspectiva de novas negociações pelo cessar-fogo no Leste Europeu, com investidores aguardando novos pronunciamentos das partes envolvidas para avaliar o avanço das conversas.
DOE registra alta dos estoques de petróleo
De acordo com o DOE, as reservas de petróleo expandiram 3,5 milhões de barris, superando a expectativa dos agentes (+300 mil barris). Esse forte crescimento das reservas corresponde ao recuo do consumo doméstico em quase 1,1 mbpd em apenas uma semana, levando o fator de utilização das refinarias a voltarem a operar próximo da média sazonal de 8,57% (-6,7% frente o período anterior) – sendo o menor patamar desde fevereiro. Em geral, a queda da atividade pode corresponder ao início de manutenções sazonais do parque de refino, com o consumo devendo se recuperar em um contexto que as margens dos combustíveis seguem atrativas para a operação das unidades de processamento.
No caso dos combustíveis, destaca-se o recuo de 4,5 milhões de barris das reservas de diesel, conforme o recuo da produção no período e a manutenção de um consumo acima da média seguiram pressionando os estoques e revertendo o avanço observado em setembro. Para a gasolina, a queda do indicador foi mais tímida, em 267 mil barris, refletindo essencialmente o recuo da oferta por conta da manutenção das refinarias, dado que o consumo segue em patamares mais pressionados frente o ano anterior. Assim, o comportamento dos estoques da gasolina passa a acompanhar de maneira mais próxima a média dos últimos cinco anos.
Retomada de conversas entre Putin e Trump
Na última quinta-feira, o presidente Donald Trump conversou ao telefone com Vladimir Putin, uma retomada das conversas após dois meses do último encontro entre os líderes no Alasca. Posteriormente, o republicano afirmou em suas redes sociais que deve realizar um encontro pessoalmente na próxima semana em Budapeste, na Hungria, para definir um acordo para cessar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Hoje, a Casa Branca terá uma reunião entre Trump e Zelensky, devendo refletir a conversa do dia anterior.
Em geral, a notícia pressionou ainda mais os futuros do petróleo, conforme o conflito no Leste Europeu é um dos poucos pontos de apoio para as cotações ao afetar o comércio internacional de Moscou. Em setembro, o avanço de ataques ucranianos contra refinarias na Rússia contribui para uma recuperação do óleo bruto no mercado internacional, tendo também efeitos importantes sobre os derivados, especialmente o diesel. Logo, caso as conversas entre os agentes envolvidos avancem nas próximas semanas, levando a um cessar-fogo, é possível que os prêmios de risco associados ao conflito percam força. Todavia, a guerra no Leste Europeu é um assunto espinhoso, com as negociações podendo ruir rapidamente como ocorreu em agosto, logo será um assunto muito sensível para o mercado nas próximas sessões, com investidores tentando antecipar os efeitos dessas conversas.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,938/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,37% na sessão passado, alcançando USD 7,26614/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,41%, alcançando USD 2,926 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,75%, próximos a USD 7,211 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.