Ontem, dia 28, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 64,4 bbl (-1,86%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 60,15 bbl (-1,89%).
O petróleo recuou pela terceira sessão consecutiva, conforme investidores ponderam o impacto das sanções americanas sobre produtores russos e voltam a refletir as expectativas de aumento de oferta de petróleo nos próximos meses. Assim, os agentes buscam entender como as novas medidas da Casa Branca devem impactar os fluxos globais da commodity.
Hoje pela manhã (29), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 64,03 bbl (+0,3%) até as 09h10. Os fundamentos das últimas sessões seguem limitando maiores recuperações do petróleo, mas a queda dos estoques americanos contribui para apoiar levemente os futuros.
Projeções de excesso de oferta voltam influenciar investidores
Na última sessão, os investidores voltaram a refletir preocupações de um mercado sobreofertado nos próximos meses, especialmente com a divulgação de que o volume de petróleo em trânsito marítimo atingiu novos recordes históricos, em 1,4 bilhão de barris. Além disso, representantes da Casa Branca afirmaram que as sanções sobre a Rússia têm como objetivo reduzir a arrecadação do país com o comércio de petróleo, tornando a guerra no Leste Europeu mais custosa para Moscou, mas sem causar um forte aumento dos preços da commodity.
Os agentes, portanto, interpretam que as medidas devem sim estreitar o número de compradores de petróleo russo, especialmente na Índia e em outros players asiáticos. Todavia, esse volume deve seguir disponibilizado no mercado, e que o aumento da oferta de outros players consiga atender esse espaço causado pelas sanções. Com isso, as cotações reverteram parte da alta da semana anterior.
Entretanto, ainda se tem grandes incertezas envolvendo essas medidas e como elas podem ser realmente efetivas para afetar o comércio russo, o que torna o tema ainda bastante influente para a precificação do petróleo.
API registra queda dos estoques
De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos recuaram 4 milhões de barris na última semana, valor bastante acima do que os agentes estavam projetando. Trata-se, portanto, de mais uma semana de retração das reservas comerciais americanas, contrastando com as projeções de formação de estoque elevada que deveria ocorrer no quarto trimestre. De acordo com o API, essa movimentação parece estar associada a um recuo das importações de petróleo, garantindo estoques próximos das mínimas sazonais. Assim, o relatório já contribui para apoiar as cotações do petróleo no início da manhã, com os investidores aguardando a divulgação do DOE.
Para os combustíveis, foi registrado cenário similar, com as reservas de diesel recuando 4,3 milhões de barris, enquanto os de gasolina também reduziram 6,3 milhões de barris. O movimento reflete uma queda do fator de utilização das refinarias, movimento sazonal que contribui para estressar o balanço dos derivados. No caso do diesel, a maior demanda doméstica no período de outono e inverno também eleva as pressões sobre os estoques, apoiando as margens, com o cracks-spread em relação ao WTI já superando USD 40 bbl.
Assim, de maneira geral, a movimentação dos estoques americanos favorece uma recuperação dos preços do petróleo e derivados, indicando que, apesar da grande disponibilidade de petróleo globalmente, o maior consumidor segue registrando estoques baixos em meio a demanda elevada.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,345/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,86% na sessão passado, alcançando USD 7,6636/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,62%, alcançando USD 3,224 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,37%, próximos a USD 7,692 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.