
Petróleo recua conforme investidores buscam maiores direcionamentos
Ontem, dia 04, o contrato mais ativo do Brent fechou estável, posicionando-se em USD 64,44 bbl (-0,69%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 60,56 bbl (-0,8%).
Os futuros voltaram a recuar na última sessão conforme agentes se voltavam para a perspectiva de superávit nos próximos meses em meio o aumento da oferta de países da OPEP. Todavia, as incertezas do impacto das sanções sobre produtores russos seguiram limitando maiores quedas. Em geral, mercado pareceu mais cauteloso e aguardando novas informações e dados para esclarecer a tendência do mercado.
Hoje pela manhã (05), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 é negociado em torno de USD 64,27 bbl (-0,26%) até as 09h20. Após iniciar o dia em alta com sinais de trégua comercial entre China e Estados Unidos, os contratos voltaram a recuar conforme o API registrou uma forte alta dos estoques comerciais americanos na última semana.
API registra alta dos estoques
De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos avançaram 6,5 milhões de barris, volume bastante acima das projeções dos agentes. O indicativo diverge do resultado da semana anterior, refletindo a recuperação das importações do óleo bruto para 4,4 mbpd. O aumento das reservas, assim, parece se dar mais pela via da balança comercial do que por uma nova queda da demanda interna – que agora se encontra próxima à média sazonal após passar maior parte do ano acima dos níveis de 2024. Entretanto, mesmo com essa recuperação dos estoques, o indicador segue em níveis mais baixos.
Para os combustíveis, o API registrou recuo para o diesel e gasolina. O instituto indica uma queda das reservas de gasolina em 5,6 milhões de barris na última semana, estendendo a tendência dos períodos anteriores em meio uma demanda mais resiliente que esperado e aumento das exportações. Esse movimento deve seguir apoiando as margens do combustível. Para o caso do diesel, o recuo foi de 2,5 milhões de barris, aproximando os estoques do derivado para as mínimas sazonais da série. Em geral, a queda do refino americano nas últimas semanas contribui para um balanço americano mais estressado, o que favorece margens mais elevadas para os combustíveis.
China suspende tarifas sobre produtos americanos
A China determinou a suspensão de tarifas de 24% sobre produtos americanos por 1 ano, ampliando trégua comercial com Washington após o encontro entre as lideranças dos dois países no final de outubro. O país ainda manterá algumas taxas, como os 10% implementadas sobre todos os produtos americanos em resposta às tarifas do "Dia da Libertação", além de sobretaxas a alguns produtos, como a soja (13%).
Em geral, a notícia foi bem recebida pelo mercado conforme indica que Pequim está mais alinhado com as falas dos representantes americanos após a reunião. Desde o encontro, autoridades de Washington abriram alguns termos que foram negociados pelos países, mas ainda era esperado uma maior sinalização do lado chinês. Assim, apesar dos acordos e tréguas ainda estarem longe de eliminar barreiras de comércio entre os dois países, as medidas recentes contribuem para aliviar essas restrições, melhorando a perspectiva dos agentes para a economia global.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,343/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,69% na sessão passado, alcançando USD 7,66836/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,56%, alcançando USD 4,232 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,26%, próximos a USD 7,689 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.