
Petróleo volta a recuar com receios sobre excesso de oferta
Ontem, dia 11, o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em alta, cotado a US$ 65,14/barril (+1,72%), enquanto os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, fechando a US$ 61,04/barril (+1,51%).
Os preços do petróleo avançaram na última sessão, impulsionados pela expectativa de encerramento do “shutdown” do governo norte-americano e pela antecipação de relatórios que devem oferecer maior clareza sobre as perspectivas do mercado nos próximos meses. Além disso, indicações de que a produção da OPEP+ teria crescido menos do que o previsto também contribuíram para sustentar as cotações.
Na manhã de hoje (12), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 era negociado em torno de US$ 64,47/barril (-1,06%) às 9h10. O petróleo reverte a tendência positiva das sessões anteriores, refletindo uma visão mais cautelosa quanto ao equilíbrio global da commodity nos próximos trimestres.
Ucrânia avança com ataques contra refinarias
Forças ucranianas seguiram com ataques contra a infraestrutura energética russa, com ofensivas contra a refinaria da Rosneft em Volga. O centro de processamento já havia sido alvo de ataques de Kiev no início do mês, com capacidade de até 140 kbpd, sendo um importante fornecedor de gasolina e diesel na região oeste da Rússia, onde se concentra a áreas mais populosas do país. Ainda não se sabe a extensão dos danos do ataque recente.
Conforme mencionado no diário de ontem, a intensificação dos ataques ucranianos desde agosto – que agora superam 40 ações, contra as 21 registradas no primeiro semestre – elevam os riscos de abastecimento de combustíveis na Rússia. Como consequência, já é registrado uma queda das exportações do país, estressando o balanço internacional de combustíveis, especialmente diesel.
Todavia, essa queda do lado dos combustíveis parece ser compensada pelo aumento das exportações de petróleo, que seguem bastante elevadas nos portos ao leste do país. Assim, esse movimento contribui para a percepção de um mercado sobreofertado no curto prazo, limitando eventuais ganhos dos contratos do óleo bruto.
IEA altera visão sobre demanda por petróleo no longo prazo
Após defender a visão de um pico de demanda por petróleo até 2030, a IEA afirmou que o consumo da commodity deve se manter elevado nos próximos 25 anos, atingindo 113 mbpd até 2050. Essa projeção reflete mudanças nas metas de descarbonização dos EUA, crescimento acelerado do consumo de eletricidade e ritmo mais lento na adoção de veículos elétricos. Em geral, as incertezas envolvendo o compromisso com metas de descarbonização da matriz energética em diversas regiões – especialmente aquelas em desenvolvimento onde se tem crescimento acelerado da demanda – levou a IEA a rever sua metodologia de projeções.
Outro destaque do relatório recente é que a agência segue prevendo um excedente de oferta de mais de 3 mbpd no curto prazo, mas alerta que a queda de produção em campos maduros exigirá investimentos em novos projetos — o equivalente a 25 mbpd adicionais na próxima década para manter o equilíbrio do mercado. Com riscos de aumento dos preços para além de USD 100 bbl até 2050.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,565/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,72% na sessão passado, alcançando USD 7,75404/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,07%, alcançando USD 4,562 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,60%, próximos a USD 7,708 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.