
Petróleo opera com leve queda nesse início de sessão
Ontem, dia 24, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 1,3%, posicionando-se em USD 63,37 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,8 bbl (+1,3%).
Após três sessões consecutivas em queda, os futuros do petróleo voltaram a subir em meio a um maior otimismo sobre um novo corte da taxa de juros dos EUA pelo Fed e um aumento das incertezas em relação às negociações de paz no Leste Europeu, com os investidores voltando a precificar novos riscos para o fornecimento de petróleo e derivados pela Rússia.
Hoje pela manhã (18), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 é negociado em torno de USD 63,1 bbl (-0,4%) até as 08h50. Os preços da commodity voltam a ceder, com o mercado aguardando novos sinais em relação às conversas entre Rússia, EUA e Ucrânia para a formalização de um acordo de paz no Leste Europeu.
Incertezas rondam as conversas no Leste Europeu
Ao longo da sessão passada, os investidores voltaram a precificar maiores dificuldades de se alcançar um acordo de paz no Leste Europeu, com autoridades da União Europeia e da Ucrânia requisitando à Casa Branca a mudança de algumas condições da proposta de paz intermediada por Washington, em meio ao entendimento de que parte dos termos acabam favorecendo Moscou.
De acordo com fontes internas de Kiev e da União Europeia, a proposta de paz lançada pelos EUA acabou surpreendendo as autoridades europeias, conforme os termos definem que a Ucrânia ceda parte dos territórios conquistados e seja impossibilitada de entrar na OTAN. Nesse sentido, o mercado passou a apresentar uma maior incerteza sobre a aceitação da proposta pelos países da Europa, que seguem pressionando por condições mais favoráveis à Ucrânia.
Ao mesmo tempo, é importante frisar que a Rússia vem apresentando uma diminuição das receitas com as exportações de petróleo e derivados desde o início da guerra, influenciado tanto por uma redução dos preços no mercado internacional como pelas políticas de price cap estabelecidas pelo G7. Conforme evidenciado no Semanal de Petróleo:
“De acordo com os dados do CREA, as exportações de derivados fósseis pela Rússia recuaram 37% desde o início da guerra no Leste Europeu. A queda se acelerou principalmente a partir de agosto, quando a Ucrânia iniciou os ataques sobre refinarias e terminais de exportação do país, com o intuito de limitar as receitas obtidas com a venda de petróleo e combustíveis por Moscou.”
Receitas diárias com as exportações de petróleo e derivados – Milhões de euros

Fonte: CREA. Elaboração: StoneX.
Nesse sentido, é possível que a Rússia se mostre mais inclinada a buscar o fim dos conflitos – em um contexto em que o país precisa de novas receitas para manter os investimentos no front militar. Dessa forma, os investidores devem se manter atentos à atualizações sobre as conversas – que irão garantir novas movimentações nos preços do petróleo.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,549/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,29% na sessão passado, alcançando USD 7,54103/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,14%, alcançando USD 4,406 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,19%, próximos a USD 7,527 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.