Ontem, dia 04, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 0,94%, posicionando-se em USD 63,26 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 59,67 bbl (+1,22%).
A percepção de que um acordo no Leste Europeu não deve ser decidido rapidamente e as tensões no Caribe seguiram influenciando o mercado, com esses fatores geopolíticos estendendo a alta da sessão anterior.
Hoje pela manhã (05), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro de 2026 é negociado em torno de USD 63,08 bbl (-0,28%) até as 09h20. Mercado segue aguardando novas discussões sobre o acordo entre Rússia e Ucrânia, mas contratos cedem em meio também percepção de um balanço superavitário, com a Arábia Saudita revisando seus contratos para compradores asiáticos.
Importações de combustíveis registraram alta em novembro
Ontem, o MDIC divulgou os dados referentes à balança comercial brasileira em novembro. De acordo com as informações, as importações de diesel seguiram elevadas, totalizando cerca de 1,3 milhão de m³.
Apesar de apresentar um recuo sazonal frente a outubro, o indicador operou 64% acima do observado no mesmo período do ano passado. A movimentação incomum para o penúltimo mês do ano acaba refletindo uma demanda ainda aquecida na frente agrícola, com o atraso do plantio da soja em outubro e a reaceleração em novembro culminando, provavelmente, em um avanço das vendas de diesel B no país – influenciado pelo transporte de insumos agrícolas aos campos.
No acumulado anual, o indicador atingiu 15,8 milhões de m³, marcando aumento de 16,6% no comparativo com 2024. Mesmo com o aumento da mistura de biodiesel a partir de agosto, as importações de diesel seguiram aquecidas no país, refletindo a diminuição da oferta doméstica – com a produção do combustível pelas refinarias apresentando uma queda anual de 2% – e um consumo de diesel B aquecido, cenário que deve se estender até o final de 2025.
Para o caso da gasolina, as importações alcançaram o maior patamar desde mai/23, com 550 mil m³ internalizados, superando três vezes no comparativo anual e sendo 54% maior do que o mês anterior. O aumento do volume pode refletir um forte avanço da demanda interna no mês, conforme o período de maior consumo de Ciclo Otto em um momento de preços da gasolina C mais atrativos que o etanol hidratado. Além disso, a redução da oferta doméstica em outubro, com manutenção de refinarias, também eleva a necessidade de importação do derivado.
Por fim, outro fator que pode ter influenciado a forte recuperação do indicador foi a manutenção de uma janela de importação por um longo período antes do reajuste da Petrobras no final de outubro. Na época, o diferencial superou R$0,3/L, o que pode ter impulsionado as importações da gasolina. Mesmo com o reajuste de R$0,14/L da estatal, a janela de importação do derivado seguiu aberta, o que também teria contribuído para manter fluxo importador do derivado.
Para o próximo mês, espera-se uma desaceleração no volume importado em relação a novembro, o lineup da StoneX, por sua vez, aponta mais de 240 mil m³ previstos para desembarque nas próximas semanas. Mesmo que esse volume menor se confirme, as importações em 2025 deverão superar o total do ano anterior, uma vez que o resultado de novembro reverteu a tendência observada no acumulado do ano — que até outubro registrava queda de 10,8% e agora apresenta alta de 6,5% considerando os últimos onze meses.
Índia e Rússia reforçam comércio de combustíveis
Em um encontro entre as lideranças da Índia e Rússia nessa semana, os países reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação energética. O governo indiano destacou como Moscou contribui para a segurança energética do país, o que sustenta a cooperação bilateral, com Putin afirmando que a Rússia deve seguir exportando petróleo, gás e carvão para o país asiático. O encontro reforça os laços comerciais entre as economias mesmo com a intensificação de sanções contra o petróleo russo, indicando que Nova Delhi não deve substituir a Rússia como fornecedor estratégico, evitando sobrecarregar outros países exportadores de óleo bruto e, portanto, limitando estresses sobre o balanço de agentes não sancionados.
Todavia, vale destacar que o aumento de pressões estrangeiras na forma de sanções secundárias contra a Índia contribuiu para limitar as importações de óleo russo nos últimos meses, com algumas agências de rastreamento indicando que as maiores refinarias estatais pausaram ou reduziram suas compras de Moscou. Os descontos do petróleo russo seguem atraindo compradores indianos de refinarias privadas, os quais devem manter importações enquanto conseguirem operar por meio de agentes não sancionados.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,84/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,14% na sessão passado, alcançando USD 7,43155/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,46%, alcançando USD 4,959 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,18%, próximos a USD 7,520 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.