Ontem, dia 10, o contrato mais ativo do Brent fechou com leve alta de 0,44%, posicionando-se em USD 62,2 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,46 bbl (+0,36%).
Apesar do relatório do DOE apontar para uma redução menor do que o esperado nos estoques de petróleo e um forte avanço das reservas de gasolina e diesel nos EUA, os futuros do óleo bruto foram suportados com a tomada de um navio tanqueiro pelas forças norte-americanas na costa da Venezuela, influenciando em um aumento dos temores sobre uma escalada das tensões na região.
Hoje pela manhã (11), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro de 2026 é negociado em torno de USD 61,40 bbl (-1,4%) até as 09h00. Os preços do petróleo voltam a recuar, com a manutenção das estimativas da IEA para um superávit recorde em 2026 influenciando negativamente as cotações da commodity.
DOE registra queda dos estoques de petróleo e alta das reservas de combustíveis
De acordo com dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo apresentaram uma queda de 1,8 milhão de barris – volume menor do que o estimado pelo mercado e o apontado pelo API no dia anterior.
Apesar do avanço expressivo do fator de utilização das refinarias, que passou a operar em 94,5 pontos, foi registrado a manutenção de uma produção elevada e importações em alta, justificando esse recuo menor do que as expectativas. Vale destacar que, nesse momento, as reservas da commodity operam em linha com o observado em 2024, mas bem abaixo da média dos últimos cinco anos.
Em relação aos derivados, foi observado um avanço dos estoques de gasolina e diesel na ordem de 6,4 milhões de 2,5 milhões de barris, respectivamente. No caso da gasolina, mesmo com uma produção fragilizada, a manutenção de uma demanda mais fraca e importações mais elevadas acabaram justificando essa movimentação dos estoques do combustível, influenciando na manutenção de um crack-spread menor frente a semanas anteriores.
Em relação ao diesel, o recuo menor reflete principalmente a manutenção de uma produção elevada, que atingiu o pico anual, de 5,43 mbpd. As refinarias seguem buscando se aproveitar do crack-spread alto do derivado, maximizando a oferta do combustível e buscando escoar o produto não somente para o mercado doméstico, como também para o exterior. A demanda interna por diesel parece ter reagido nessa semana, com temperaturas abaixo do esperado influenciando no aumento do uso do energético para calefação de ambientes.
StoneX publica primeira revisão para a demanda de diesel e biodiesel em 2026
Hoje pela manhã (11), a StoneX publicou sua primeira revisão das estimativas de demanda de diesel B, biodiesel e diesel A no Brasil para 2026. Essa também é a oitava revisão para a demanda desses combustíveis em 2025.
Para 2026, a StoneX manteve as projeções de demanda de diesel B em 1,9% a.a., totalizando 70,4 milhões de m³. Apesar das estimativas de um recuo da produção de milho na próxima safra, as expectativas se mantêm de um crescimento do consumo do combustível guiado pelo crescimento da produção de soja e de bens industriais, que deve manter uma pauta exportadora brasileira ainda aquecida, resultando, consequentemente, em um aumento da demanda por fretes.
No caso do biodiesel, as perspectivas são de mais um ano de forte crescimento. A StoneX trabalha com um cenário base que considera a um B15 vigente durante todo o período. Levando em conta o atraso de cinco meses na implementação do aumento para o B15 em 2025, além do ambiente econômico projetado — com o Boletim Focus indicando menor crescimento do PIB, a possível manutenção das tarifas impostas pelos EUA e o fato de ser um ano eleitoral, quando o governo tende a ter maior cautela no que diz respeito ao preço dos combustíveis e produtos ao consumidor final —, torna-se mais plausível apostar na manutenção da atual proporção de mistura ao longo do ano.
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- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,595/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,44% na sessão passado, alcançando USD 7,40299/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,46%, alcançando USD 4,482 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,38%, próximos a USD 7,301 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.