Na quarta-feira, dia 07, o contrato mais ativo do Brent fechou com forte queda de 1,22%, posicionando-se em USD 59,96 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, caindo para USD 55,99 bbl (-2%).
Na sessão de ontem, o mercado futuro do petróleo seguiu a tendência de terça-feira, somando uma nova desvalorização. O fundamento superavitário segue sendo o principal guia das cotações, apesar das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Venezuela, e, recentemente, a Rússia.
Hoje pela manhã (08), o contrato do Brent para vencimento em março de 2026 é negociado em alta, devolvendo as perdas de ontem, cotado a USD 60,85 bbl (+1,47%) até as 09h20. O mercado combina uma correção após duas sessões de queda, além de precificar novos desdobramentos envolvendo o controle norte-americano sobre o fluxo de petróleo nas Américas.
DOE mostra forte queda nos estoques de petróleo, enquanto oferta de derivados aumenta
Ontem foi divulgado o relatório semanal do DOE, que mostrou uma manutenção nas tendências de semanas anteriores, com queda nos estoques de petróleo e aumento das reservas de derivados. Para o petróleo, o DOE mostrou um recuo nos estoques de 3,8 milhões de barris, contrariando a mediana das expectativas de mercado, que apontavam para um leve aumento de 500 mil barris.
Apesar de uma produção em níveis elevados, de 13,8 mbpd, acima da média histórica e de 2025, o consumo segue aquecido, com 16,9 mbpd, mesmo nível observado no início do ano passado. A demanda tem sido impactada pelos elevados níveis de oferta dos derivados, como gasolina e, principalmente, o diesel, que tem mostrado prêmios mais atrativos para as refinarias.
O ano de 2026 começa com um estoque nos EUA de 129,3 milhões de barris de diesel, com uma elevada produção do combustível, impactado por exportações amplas. Na primeira publicação do ano, foram exportadas 1,5 mbpd, acima da média histórica, enquanto o consumo doméstico se mostra nas mínimas para o período do ano.
A formação de estoques de gasolina foi um ponto de destaque para o relatório, com 7,7 milhões de barris, superando as estimativas da API e do mercado. Os estoques elevados de gasolina nos Estados Unidos são influenciados por uma demanda ainda abaixo do registrado em 2025, apesar de um nível de produção abaixo da média.
Estados Unidos segue no epicentro das tensões dos conflitos geopolíticos
No fim da sessão de ontem, foram registrados a tomada de dois navios transportando petróleo venezuelano, sendo um deles com bandeira russa. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, alegou que o navio não era russo e que estariam apenas tentando parecer um navio russo para contornar as sanções. Ao mesmo tempo, o governo da Rússia havia enviado um submarino para as proximidades de onde o navio se encontrava, mas não reagiu durante a investida norte-americana.
O novo capítulo reforça o controle norte-americano sobre os fluxos de petróleo envolvendo a Venezuela. Ao mesmo tempo, o Senado estadunidense caminha para aprovar um pacote de sanções que visam atingir países com negócios com a Rússia, principalmente os compradores de produtos energéticos. Se aprovada, o pacote poderia reaquecer as conversas sobre sanções contra países como Índia, China e Brasil.
O pacote é discutido no poder legislativo, enquanto as negociações por acordo de paz na guerra contra a Ucrânia ganham novos desdobramentos, após aliados europeus se mostrarem dispostos a fornecer apoio militar para o país.
TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.