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Diário Sucroenergético

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Importações chinesas de açúcar diminuem em março e abril
 
Filipi Cardoso
Marcelo Di Bonifacio Filho
Rafael Borges
 
 
Açúcar | Preços menores do NY#11 podem atrair compras pela China a partir de agosto
Os dados de importação de açúcar pela China em abril foram divulgados pela Administração Geral da Alfândega Chinesa. No mês, apenas cerca de 55 mil toneladas de açúcar foram importadas, 26,5% abaixo de abril/23 e menor volume para o período em pelo menos 8 anos – assim como aconteceu em março deste ano. Entretanto, o desempenho das compras da China nos últimos 2 meses não representa o padrão para a safra 2023/24 (out-set).
Até fevereiro, as importações chinesas de açúcar se posicionavam 37% acima da média de 5 anos, especialmente por conta da quantidade importada em outubro, que foi um dos maiores valores em termos mensais da história. Além disso, janeiro e fevereiro também tiveram altos volumes – respondendo, nesse período, a preços mais atrativos na virada do ano. Sazonalmente, mais da metade das importações da China se concentra nos dois primeiros meses da safra (out-nov) e nos dois últimos (ago-set) e, assim, o volume importado entre abril e julho é, naturalmente, menor.
Importações de açúcar pela China (mil toneladas)
 
Fonte: Administração Geral da Alfândega Chinesa. Elaboração: StoneX.

Neste momento da temporada, a China se encontra em final da colheita, que deve se encerrar em maio. Até abril, a produção no país alcançou 9,95 milhões de toneladas, 11,1% acima da safra passada. Entre junho e setembro, assim, a fabricação nacional de açúcar fica zerada, aumentando teoricamente a demanda por importações. Como evidenciado pelo movimento sazonal, o período entre março e junho, que mescla menor volume de colheita de cana e beterraba e início da entressafra, tem menores importações chinesas e consequentemente consumo dos estoques domésticos, que serão assim abastecidos pelo crescimento das compras externas a partir de julho e, principalmente, entre agosto e novembro.

Produção mensal de açúcar na China (milhões de toneladas)
image 94788image-20240506182408-1Fonte: Comissão de Açúcar da China. Elaboração: StoneX.

Na safra atual 2023/24, um importante destaque no setor açucareiro chinês são as importações de produtos alternativos aos açúcares bruto, branco e refinado, como açúcares líquidos ou “pós pré-misturados” (“premix powders”), que são misturas de açúcar branco com outras substâncias. Entre outubro e abril, o ciclo 2023/24 já soma 920 mil toneladas desses produtos importados pela China, alta anual de 37,7%, volume recorde que consolida o país na busca por essas outras fontes de açúcar.

Daqui para frente, como mencionado, os volumes de importação pela China podem se manter menores, como aponta a sazonalidade, até julho, uma vez que a safra interna volumosa propicia melhores níveis de estoques domésticos – somados ao volume que já foi importado até fevereiro. No entanto, a demanda por importação na China segue elevada, uma vez que ela herda estoques de passagem ao redor de 1,0 MMT (de acordo com o USDA), menor montante desde 2005/06 e metade do que era em 2022/23.

Assim, em termos de preço, o açúcar bruto se consolidando abaixo de US¢ 19,00/lb é uma oportunidade para compras por parte da China, que já observa janela de importação aberta. Contudo, uma pressão altista com demanda chinesa tem mais chances de vir para as telas de outubro/24 e março/25, uma vez que, como mostrado, o país intensifica as compras a partir de julho/agosto. Além disso, a entrada da safra do Centro-Sul, sob mix açucareiro maximizado, pode manter a China com espaço para segurar o ímpeto comprador nos próximos 2 meses, uma vez que a elevada fabricação brasileira ainda traz fundamento baixista para o NY#11.

Resumo do dia

Nesta segunda-feira (05), o açúcar bruto em NY apresentou forte alta de 3,0%, e o contrato de julho/24 foi precificado a US¢ 18,68/lb ao final da sessão. A valorização segue a correção das quedas recentes, uma vez que, por exemplo, as cotações chegaram a tocar os US¢ 17,95/lb na quinta-feira passada. O sentimento mais baixista do NY#11 segue a elevada produção no Centro-Sul brasileiro neste início de safra 2024/25 (abr-mar) e a região de US¢ 18,00/lb parece ser relevante suporte às cotações no curto prazo.
 

TABELA DE INDICADORES
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Fontes: ICE, CEPEA, B3, ANP, NYMEX, CBOT, Banco Central do Brasil, California Air Resources Board (CARB), CONSECANA, StoneX. Elaboração: StoneX.
 
 
 
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10 de agosto – Os mercados globais de commodities e a economia permanecem em risco em meio a duas guerras nesta manhã. As tensões continuam a escalar tanto no Oriente Médio quanto no Mar Negro – ameaçando arrastar outros países para os conflitos. As ações estão em leve queda nesta manhã à medida que iniciamos uma semana de negociações na qual veremos dados-chave de inflação e vendas no varejo após um relatório de empregos fraco na última sexta-feira. Ainda assim, as ações continuam a ser negociadas logo abaixo dos níveis recordes, com o VIX sendo negociado perto das mínimas de 2026, logo acima de 15. O dollar index está sendo negociado perto de 99,7. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos estão sendo negociados perto de 4,68%, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 anos estão perto de 4,23%. Os mercados de energia e de alimentos estão mais firmes hoje em meio aos riscos elevados. O petróleo WTI está sendo negociado perto de US$ 80, enquanto o Brent é negociado perto de US$ 85 por barril. Ganhos de dois dígitos nos mercados de trigo de inverno lideram a alta dos preços de grãos e oleaginosas.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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