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Diário Sucroenergético

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Perspectivas para o mercado de etanol de milho no Brasil
 
Filipi Cardoso
Marcelo Di Bonifacio Filho
Rafael Borges
 
 
Etanol | Produção de etanol de milho deve totalizar 8,0 milhões de m³ na safra 2024/25
De acordo com os dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA), a produção de etanol de milho teve início em dezembro de 2013. Desde então, a produção de etanol a partir do grão tem crescido de forma acelerada nos últimos anos, passando de 37,04 mil m³ na sua temporada de estreia 2013/14 (abr-mar) para 6,3 milhões de m³ em 2023/24 – devendo atingir a marca de 8,0 milhões de m³ em 2024/25 segundo estimativa da StoneX. 
Com isso, a participação do biocombustível produzido a partir do grão na oferta total de etanol do Centro-Sul passou em 10 anos de 0,1% para 18,7%, devendo chegar a 24,9% na safra corrente 2024/25.
Evolução da produção de etanol de milho (Mm³) e share na produção total de etanol (%)
image 98970image-20240506182408-1Fonte: UNICA e StoneX *Estimativa e elaboração: StoneX

Para a safra 2024/25, a StoneX já aponta um crescimento de 41,4% na produção do álcool a partir do grão, devendo atingir no final do ciclo a marca de 8,0 milhões de m³. Segundo os dados de acompanhamento de safra da UNICA, de abril a julho de 2024 foram destilados 2,46 milhões de m³ de etanol de milho – crescimento anual de 26,3% e no comparativo com a média dos últimos 3 anos o setor registra uma alta de 71,9%.

Produção mensal de etanol de milho (mil m³)
image 98958image-20240506182408-1Fonte: UNICA Elaboração: StoneX

Analisando a produção por tipo de etanol, na safra atual a produção de hidratado tem apresentado um grande destaque. No acumulado da temporada, a produção do biocombustível totalizou, até o fim de julho, 1,62 milhões de m³ - tendo apresentado uma média de 202,8 mil m³ ofertados por quinzena – até o momento a produção de hidratado apresenta um aumento anual de 47,9%.

O crescimento na produção de hidratado vem em linha com os níveis favoráveis de paridade para o biocombustível nos postos de abastecimento, especialmente nos estados do Centro-Oeste, principal região produtora do etanol de milho. Em Goiás a paridade encontra-se, de acordo com os dados semanais da ANP, em 67%, em Mato Grosso do Sul 65,6% e em Mato Grosso, principal produtor, a paridade está em 60,6% - menor valor em todos os estados do Centro-Sul. 

Produção quinzenal de etanol hidratado de milho (mil m³)
image 98960image-20240813175941-1​​image-20240506182408-1image-20240813175941-2Fonte: UNICA Elaboração: StoneX

A produção de anidro a partir do cereal totalizou, até o momento, 841,4 mil m³, valor sutilmente abaixo do mesmo período de 2023. No comparativo com a média dos últimos 3 anos, o volume de anidro registra um crescimento de 60,7%. 

Produção quinzenal de anidro a partir do milho (mil m³)
image 98959Fonte: UNICA Elaboração: StoneX

O setor da destilação do etanol pelo grão vem crescendo exponencialmente na região Centro-Oeste do Brasil, e deve ganhar cada vez mais importância no mercado alcooleiro do país, com expectativa para os próximos anos de abertura de novas usinas e ampliação da capacidade produtiva em outras regiões do Brasil.

De acordo com a ANP o estado do Mato Grosso concentra a maior parte das usinas em operação. Segundo os dados mais recentes da agência, o MT possui uma capacidade produtiva de 31,5 mil m³/dia, concentrando 13 unidades em operação. Em segundo lugar apresenta-se o estado de Goiás, com uma capacidade de 10,5 mil m³/dia e um total de 6 unidades produtivas. No total, em operação, o Brasil possui uma capacidade operacional de 49,7 mil m³/dia.

Analisando os projetos que estão listados na ANP, que incluem construção de nova instalação e ampliação de capacidade produtiva. Até o fim de 2026, o Brasil deve adicionar 24,3 mil m³/dia em usinas dedicadas. 

Resumo do dia

Na data de escrita deste relatório (14), os preços do açúcar bruto e branco registraram um dia de retração nos mercados futuros, um dia após a divulgações dos dados de moagem da segunda metade de julho/24. O bruto registra queda de 2,28%, finalizando o dia em US¢ 17,92/lb, enquanto o branco finaliza o dia na marca de US$ 515,4/ton (-1,47%). O mercado parece reagir de maneira mais decisiva à divulgação dos dados da UNICA nesta última terça-feira (14) – que indicaram uma produção de açúcar de 3,6 MMt na segunda metade de julho, apenas 2,16% abaixo da safra recorde 2023/24. Também é notícia a divulgação de uma entrevista com o CEO da Raízen - Ricardo Mussa, que indicou que a empresa (responsável por 84,2 MMt de cana na safra 2023/24) deverá ver apenas leve queda em 2024/25, produzindo por volta das 83 MMt. O CEO ressalta que a empresa terá redução menor do que outros players do setor, mas o grande share de mercado da Raízen sinaliza ao mercado uma disponibilidade de cana maior do que o esperado, o que tende a ser reforçado pelo relatório da UNICA divulgado ontem.

 
TABELA DE INDICADORES
image 98969
Fontes: ICE, CEPEA, B3, ANP, NYMEX, CBOT, Banco Central do Brasil, California Air Resources Board (CARB), CONSECANA, StoneX. Elaboração: StoneX.
 
 
 
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