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Diário Sucroenergético

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

H2 do #11 desvaloriza 4,6% no comparativo semanal 
 
Maior conforto no saldo global de açúcar e atualizações no campo macroeconômico corroboram as perdas do demerara
A última semana foi marcada por mudança na postura do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, que sinalizou postura mais hawkish em sua ata da decisão de política monetária firmada nos dias 14 e 15 de dezembro, em vista da provável antecipação da elevação de juros e redução do tamanho do balanço de ativos da instituição. A expectativa é de que o primeiro reajuste de juros seja na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que ocorrerá em março (análise completa pode ser acessada aqui).
Tal posicionamento confere ambiente mais favorável aos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e estimula a demanda pelo dólar nos mercados internacionais, corroborando o tom altista para o dollar index, que vem operando em níveis elevados nos últimos pregões, situando-se próximo dos 96 pontos. 
Na contramão do ambiente favorável à procura pela moeda norte-americana, todo esse contexto atua como fator de pressão para os mercados de commodities – já que especuladores podem optar por liquidar parte de suas posições long em ativos de maior risco, cuja análise poderá ser feita a partir dos dados do CFTC desta sexta-feira (14). 
Ainda que de modo preliminar, esta tendência pode ser evidenciada pela própria movimentação do H2 do #11 em Nova Iorque, que acumula desvalorização de 4,6% no comparativo semanal, encerrando o pregão desta segunda-feira (10) cotado a US¢ 17,83/lb (-1,2% ante o fechamento da última sexta-feira (07). Diante desta trajetória baixista, os RSI de 9 e 14 dias operam em 22,6 e 29,9 pontos, respectivamente, sinalizando situação de sobrevenda no mercado. 
Além do contexto macroeconômico, a movimentação do açúcar também responde aos seus próprios fundamentos de O&D. Desde o dia 23/12, o spread NYH2-NYK2 já acumula perdas de 35,1% na ICE/NY, para uma inversão de US¢ 0,24/lb. Dinâmica similar também é observada entre a segunda e a terceira tela na bolsa americana, com o diferencial se comportando de modo mais flat nos últimos pregões. 
Curva de futuros do #11 na ICE/NY (US¢/lb)
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 Fonte: CommodityNetwork Traders’Pro. Elaboração: StoneX. 
Somado as perspectivas positivas para a oferta de açúcar no ciclo 2021/22 (out-set), especialmente na Ásia e Europa, o grande destaque tem sido o regime de chuvas no Centro-Sul brasileiro. A recuperação da umidade sobre a região tem estimulado perspectivas mais otimistas em relação à produtividade dos canaviais ao longo da temporada 2022/23 (abr-mar). Na próxima semana (19), nós divulgaremos novas estimativas para as safras do cinturão canavieiro e Norte e Nordeste do Brasil, bem como a revisão das nossas projeções para o saldo global de açúcar no ciclo internacional corrente.  
De qualquer forma, é evidente que o mercado vem operando com maior conforto e antecipando a expectativa de maior volume de açúcar a ser direcionado ao exterior pelo Brasil – o que corrobora a redução do aspecto de inversão da curva de futuros do #11. A título de comparação, a fixação do adoçante para exportação referente à safra 2022/23 opera em 71%, contra 66,3% no comparativo com o ano anterior. 
No entanto, a concretização deste cenário ainda irá depender das perspectivas para o mix produtivo na região. Atualmente, o contrato contínuo do #11 opera com desconto de 6,1% em relação ao anidro, com base em Ribeirão Preto/SP, mas ainda em nível 2,8% superior ao PVU do hidratado. Evidentemente, parece provável que o demerara recupere parte das perdas recentes, voltando a viabilizar maior direcionamento de cana à produção do adoçante. 
Nos últimos dias, a cotação do etanol nas usinas tem oscilado em patamares próximos de R$ 4,00/L, após terem tocado máximas históricas de R$ 4,60/L em 2021. Em meio à recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional e a apreciação do dólar comercial, o ambiente já se mostra mais propício a novos reajustes positivos sobre o preço da gasolina A – o que pode vir a conferir tom altista para o biocombustível, sobretudo neste período de entressafra.
O atraso na liberação de cargas nos portos brasileiros é outro fator que pode estimular a alta dos preços dos combustíveis no mercado doméstico. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a greve dos funcionários da Receita Federal está dificultando a entrada de combustíveis importados, com a liberação dos produtos demorando cerca de 10 dias – isto é, 5 vezes mais do que o usual. 
Levando em consideração que as refinarias nacionais não têm capacidade de suprir integralmente a demanda interna, tais atrasos elevam os riscos de desabastecimento ao longo do mês corrente, além de aumentarem os custos das importações em meio ao maior tempo de espera – o que também pode vir a ser repassado ao consumidor final. Isto será monitorado nos próximos meses, de modo a avaliar como tende a se comportar os preços do álcool nas usinas. 

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Tabela de indicadores
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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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