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Diário Sucroenergético

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Brent rompe os US$ 110/barril em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia 
 
Possíveis impactos sobre os preços domésticos de combustíveis no Brasil
As atenções do mercado seguem direcionadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia e seus desdobramentos sobre o setor petrolífero. Ao passo que o mercado avalia os efeitos das sanções impostas à Rússia e as possíveis consequências acerca do fluxo de petróleo e gás natural, os futuros do Brent romperam os US$ 110/barril nesta quarta-feira (02).
As cotações do óleo bruto também encontraram suporte no volume que será liberado da reserva estratégica dos EUA e outros membros do IEA, de apenas 60 milhões de barris – nível que veio abaixo das expectativas do mercado, que esperava uma quantidade mais significativa devido às incertezas acerca da oferta russa em meio ao conflito (análise completa aqui).
Os ganhos do petróleo no mercado internacional deram suporte aos futuros do açúcar. Na ICE/NY, por exemplo, o maio/22 do #11 acumulou alta diária de 1,6%, encerrando as negociações cotado a US¢ 18,64/lb. De modo similar, o contrato contínuo do #5 se posicionou em US$ 515,20/t (+1,2%) em Londres – mantendo o Diferencial Londres-Nova Iorque (Prêmio do Branco) em nível acima de US$ 100/t.
Diante dos fatores altistas do mercado de petróleo, a preocupação segue sendo como isto será repassado aos preços domésticos de combustíveis no Brasil. Atualmente, cálculos da StoneX apontam que um reajuste positivo de R$ 0,8014/L seria necessário para manter a paridade da gasolina com as cotações internacionais. Embora a Petrobras afirme que manterá a sua política de preços vigente, o ano corrente irá testar a viabilidade e riscos da estratégia atual.
Por hora, a estatal afirma que irá esperar os efeitos conjunturais do conflito entre Rússia e Ucrânia para avaliar o tamanho do reajuste nos preços das refinarias – até então a necessidade de revisões vinha sendo aliviada pela movimentação cambial. No entanto, em meio às questões geopolíticas recentes, o dólar se valorizou sobre o real, sendo esta uma tendência que poderá ser intensificada em um ano de eleição presidencial no Brasil. Em meio ao menor poder de compra do consumidor final, as pressões para a aprovação de uma política de controle de preços dos combustíveis ganharam força. 
Paridade entre o etanol e a gasolina nos postos de São Paulo (%)
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Fonte: ANP. Elaboração: StoneX. 
Dados mais recentes da ANP mostraram que o valor do etanol e da gasolina apresentaram recuo semanal de 1,3% e 0,3%, respectivamente, nos postos de São Paulo. Com isso, a paridade nas bombas já se situa em 69,8%, tornando o consumo de álcool mais vantajoso no estado. Caso os preços da gasolina sofram revisão positiva nas próximas semanas, o biocombustível deverá acompanhar esta alta, mas de modo a manter a sua competitividade para o consumidor final.
A depender disto, o preço do etanol poderá encontrar suporte, de modo a buscar níveis mais atrativos frente ao açúcar. Nesta quarta-feira (02), por exemplo, o PVU do hidratado e do anidro, com base em Ribeirão Preto/SP, operaram com um desconto de 9,3% e 5,4% sobre o contrato contínuo do #11, respectivamente. Em vista das fixações avançadas na bolsa de Nova Iorque, uma reversão de mix para o etanol só seria viável se os preços do biocombustível tiverem alta mais significativa – cobrindo os custos envolvidos com a operação.
De todo modo, parece provável que o ano de 2022 seja marcado por uma recuperação do share do etanol no consumo de Ciclo Otto – ainda que a procura por esta classe de carburantes possa ser pressionada pelas incertezas no campo macroeconômico. Para além disso, a remuneração das usinas com a venda de Créditos de Descarbonização, por meio do programa RenovaBio, também vem se mostrando mais atrativa, respondendo à valorização dos preços dos CBIOs, que chegaram à máxima de R$ 100 na última sexta-feira (25).
Ao fim desta semana, a Inteligência de mercado da StoneX divulgará estudo especial trazendo as principais perspectivas para o câmbio e para os mercados de petróleo e fertilizantes, de modo a avaliar os possíveis desdobramentos sobre o setor sucroenergético.
Tabela de indicadores
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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