Fonte: ISMA. Elaboração: StoneX.
No que tange à produção de açúcar no próximo ciclo, que se inicia em outubro/22, perspectivas apontam para um crescimento anual de 20%, o que resultaria em um cenário de maior conforto para o setor sucroalcooleiro – considerando um regime de chuvas de monções dentro da normalidade. Caso concretizado, contatos da StoneX no país indicam que a Índia tem potencial de exportar entre 5,0 e 6,0 milhões de toneladas em 2022/23.
De acordo com o Instituto de Meteorologia da Índia (IMD, em inglês), ao longo do mês de março, os estados de Uttar Pradesh e Maharashtra registraram chuvas bastante abaixo da média histórica – déficits na ordem de 78% e 99%, respectivamente –, enquanto o estado de Karnataka registrou precipitações 34% acima da normalidade. De acordo com
monitoramento da StoneX, chuvas brandas devem incidir sobre a porção sudoeste do país nos próximos 14 dias, com um volume esperado entre 0 e 20 mm. Em Uttar Pradesh, contudo, não são esperadas novas precipitações ao longo deste período.
Sob a ótica das exportações, de acordo com a ISMA, cerca de 7,2 milhões de toneladas já foram contratadas para o ciclo corrente, sendo que aproximadamente 5,7 já deixaram o país. Diante do desempenho recente, parece provável que o país tenha potencial de exportar 8,5 milhões de toneladas na temporada atual. Contudo, vale relembrar que, recentemente, tem sido avaliada a possibilidade de o governo indiano limitar as exportações de açúcar no ciclo 2021/22.
Como apontado em análise anterior – clique
aqui para acessar o relatório completo –, nossas estimativas são de que o potencial produtivo da Índia fique próximo de 33,2 milhões de toneladas de açúcar, o que abriria margem para que as exportações de açúcar continuem aquecidas. Contatos da StoneX no país indicam que o governo indiano se encontraria em posição confortável se fossem exportadas até 9,0 milhões de toneladas no ciclo corrente.
Ainda assim, a recente retomada do crescimento do número de casos de Covid-19 na China e a adoção de novas medidas de isolamento social no país têm gerado preocupação pela ótica da demanda. Nesta segunda-feira (4), a média móvel do número de novos casos diários da doença atingiu a máxima histórica, ultrapassando a marca de 11 mil infecções. Em Shanghai, por exemplo, o governo chinês estendeu as medidas de lockdown para todos os seus 25 milhões de habitantes. É evidente que em meio a este cenário há crescente incerteza quanto às cadeias produtivas, o que se soma a potencial queda do consumo e entraves para o comércio internacional.
Ainda no contexto indiano, no que se refere à produção de etanol, até o dia 27 de março, a oferta do biocombustível chegou a 4,2 milhões de m3. Como há muito apontado, a Índia vem se destacando no desenvolvimento de sua infraestrutura para a produção de etanol, de modo que Nova Delhi visa alcançar o E20 até 2025. Até o final de março, a taxa média de mistura chegou a 9,6%.
Por fim, nesta terça-feira (5), o H2 do #11 encerrou o pregão da ICE/NY cotado a US¢ 19,65/lb, acumulando alta marginal de 0,2% frente ao fechamento da véspera – acompanhando a valorização do petróleo Brent. Contudo, em sentido contrário, como apontado anteriormente, a perspectiva positiva para a safra indiana, bem como para a tailandesa, limitaram os ganhos na seção.