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Diário Sucroenergético

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Produção de açúcar na Índia segue em ritmo aquecido
 
Filipi Cardoso
Arthur Machado
Marcelo Di Bonifácio
Usinas em Maharashtra enfrentam desafios para processar o excedente de cana
Na Índia, a safra 2021/22 (out-set) segue em ritmo acelerado. De fato, os últimos dados de produção divulgados nesta segunda-feira (4), pela Associação de Usinas de Açúcar Indianas (ISMA, em inglês), mostram um número maior de usinas em operação – um total de 366 unidades até o final de março/22, contra 221 no mesmo período do ano passado. De acordo com o órgão, até a data de referência, haviam sido produzidas 31,0 milhões de toneladas do adoçante, um crescimento de 11,2% sobre a produção quando comparada àquela do mesmo período do ano passado.
Especificamente em Uttar Pradesh, apesar de o número de usinas em operação seguir em linha com o observado no ano passado, a produção de açúcar está em ritmo mais lento, de forma que a oferta do adoçante no estado alcança 8,8 milhões de toneladas contra 9,4 milhões em 2020/21. Em Karnataka, por sua vez, a produção já atinge o maior patamar da história, chegando a 5,8 milhões de toneladas.
Situação similar se passa em Maharashtra, onde a preocupação é justamente com a capacidade do estado em processar todo volume de cana-de-açúcar produzida até o momento. Para a ISMA, a produção local está em 11,9 milhões de toneladas, ou 1,8 milhão acima do ciclo anterior. Ainda que já tenham sido esmagadas 114,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, relatos locais estimam um possível saldo superavitário de cana na ordem de 300 mil toneladas – de modo que produtores locais aguardam por decisão governamental acerca da possibilidade de novos subsídios.
Produção de açúcar nos principais estados produtores (milhões de toneladas)
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Fonte: ISMA. Elaboração: StoneX.
No que tange à produção de açúcar no próximo ciclo, que se inicia em outubro/22, perspectivas apontam para um crescimento anual de 20%, o que resultaria em um cenário de maior conforto para o setor sucroalcooleiro – considerando um regime de chuvas de monções dentro da normalidade. Caso concretizado, contatos da StoneX no país indicam que a Índia tem potencial de exportar entre 5,0 e 6,0 milhões de toneladas em 2022/23.
De acordo com o Instituto de Meteorologia da Índia (IMD, em inglês), ao longo do mês de março, os estados de Uttar Pradesh e Maharashtra registraram chuvas bastante abaixo da média histórica – déficits na ordem de 78% e 99%, respectivamente –, enquanto o estado de Karnataka registrou precipitações 34% acima da normalidade. De acordo com monitoramento da StoneX, chuvas brandas devem incidir sobre a porção sudoeste do país nos próximos 14 dias, com um volume esperado entre 0 e 20 mm. Em Uttar Pradesh, contudo, não são esperadas novas precipitações ao longo deste período.
Sob a ótica das exportações, de acordo com a ISMA, cerca de 7,2 milhões de toneladas já foram contratadas para o ciclo corrente, sendo que aproximadamente 5,7 já deixaram o país. Diante do desempenho recente, parece provável que o país tenha potencial de exportar 8,5 milhões de toneladas na temporada atual. Contudo, vale relembrar que, recentemente, tem sido avaliada a possibilidade de o governo indiano limitar as exportações de açúcar no ciclo 2021/22.
Como apontado em análise anterior – clique aqui para acessar o relatório completo –, nossas estimativas são de que o potencial produtivo da Índia fique próximo de 33,2 milhões de toneladas de açúcar, o que abriria margem para que as exportações de açúcar continuem aquecidas. Contatos da StoneX no país indicam que o governo indiano se encontraria em posição confortável se fossem exportadas até 9,0 milhões de toneladas no ciclo corrente.
Ainda assim, a recente retomada do crescimento do número de casos de Covid-19 na China e a adoção de novas medidas de isolamento social no país têm gerado preocupação pela ótica da demanda. Nesta segunda-feira (4), a média móvel do número de novos casos diários da doença atingiu a máxima histórica, ultrapassando a marca de 11 mil infecções. Em Shanghai, por exemplo, o governo chinês estendeu as medidas de lockdown para todos os seus 25 milhões de habitantes. É evidente que em meio a este cenário há crescente incerteza quanto às cadeias produtivas, o que se soma a potencial queda do consumo e entraves para o comércio internacional.
Ainda no contexto indiano, no que se refere à produção de etanol, até o dia 27 de março, a oferta do biocombustível chegou a 4,2 milhões de m3. Como há muito apontado, a Índia vem se destacando no desenvolvimento de sua infraestrutura para a produção de etanol, de modo que Nova Delhi visa alcançar o E20 até 2025. Até o final de março, a taxa média de mistura chegou a 9,6%.
Por fim, nesta terça-feira (5), o H2 do #11 encerrou o pregão da ICE/NY cotado a US¢ 19,65/lb, acumulando alta marginal de 0,2% frente ao fechamento da véspera – acompanhando a valorização do petróleo Brent. Contudo, em sentido contrário, como apontado anteriormente, a perspectiva positiva para a safra indiana, bem como para a tailandesa, limitaram os ganhos na seção.
 
 
Tabela de indicadores
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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