A queda nas importações do gigante asiático ocorre após o registro da maior importação mensal de açúcar no histórico chinês durante novembro/23, quando o país demandou 920 mil toneladas a partir do mercado internacional. Após o registro recorde, a expectativa se formou ao redor de um retorno mais acentuado das importações chinesas no mercado internacional, tendo em vista que o país registrou uma queda significativa em suas importações durante grande parte de 2023 – reduzindo os estoques domésticos da commodity.
Estoques de açúcar na China (milhões de toneladas)
*Estimativa e Elaboração: StoneX. Fonte: CSA.
Resumo do dia
Nesta quarta-feira (20), o açúcar surpreende com mais um movimento de queda em suas bolsas internacionais. Para o contrato mais ativo do #11 (SBH24), o adoçante demonstra retração de 2,38%, finalizando o dia na marca de US¢ 20,92/lb – renovação da mínima desde março/23, após atingir a marca de US¢ 27,95/lb ao final de novembro, indicando queda de 25,15% desde então. Para o branco #5 SW24, as negociações demonstraram queda mais branda, cotado a US$ 605,8/ton (-1,53%).
O mercado não registra grandes mudanças nos fundamentos que motivem a retração em Nova Iorque. Contudo, as cotações têm estado sob forte pressão da safra 2023/24 (abr-mar) brasileira, que renova seu recorde de produção de açúcar a cada quinzena desde a primeira metade de novembro – já são 2,35 milhões de toneladas acima do último recorde, devendo produzir ainda 1,08 MMT até o final desta temporada. Além disso, a percepção de melhora logística na exportação brasileira e a liquidação de posições dos especuladores têm contribuído para a forte queda do açúcar.
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