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Diário Sucroenergético

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

China tem recuo em suas importações durante novembro
 
Filipi Cardoso
Marcelo Di Bonifacio Filho
Rafael Borges
 
 
China | Importações chinesas de açúcar 
Nesta última segunda-feira (18), a agência aduaneira da China divulgou os números de importação do país em novembro/23. Segundo o órgão, o período registrou uma queda significativa, indicando um total de 440 mil toneladas de açúcar importadas no mês, contra 920 mil toneladas de outubro e 730 mil toneladas no mesmo período do ano anterior – retração de 39,75% na base anual. 
Importações chinesas de açúcar (mil toneladas)
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Fonte: Agência Aduaneira da China. Elaboração: StoneX.

A queda nas importações do gigante asiático ocorre após o registro da maior importação mensal de açúcar no histórico chinês durante novembro/23, quando o país demandou 920 mil toneladas a partir do mercado internacional. Após o registro recorde, a expectativa se formou ao redor de um retorno mais acentuado das importações chinesas no mercado internacional, tendo em vista que o país registrou uma queda significativa em suas importações durante grande parte de 2023 – reduzindo os estoques domésticos da commodity.

Estoques de açúcar na China (milhões de toneladas)

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*Estimativa e Elaboração: StoneX. Fonte: CSA. 

Desde março de 2023, as importações chinesas de açúcar têm se colocado significativamente abaixo das médias mensais de 5 anos, processo que se deu após a forte elevação das cotações do #11 desde o final de 2022. Este processo, em grande parte motivado por uma escalada especulativa em meio aos efeitos do El Niño no sudeste asiático, fez com que a margem de importação do país passasse a favorecer o consumo dos estoques da commodity, em meio a uma safra cerca de 6,1% menor, com uma produção de cerca de 8,97 milhões de toneladas em 2022/23 (out-set).

Apesar da retração de novembro, a expectativa é de que o país aumente significativamente suas importações de açúcar em 2023/24, em contraste à safra anterior que registrou queda de 13,7% quando comparada à média de 5 temporadas. Contribuindo para este aspecto, além da queda nos estoques de passagem, a forte queda do açúcar no mercado internacional desde o final de novembro, retornando para níveis de março de 2023 – ao redor de US¢ 21/lb, também deverá contribuir para a retomada nas compras pela China.

Pelo lado da produção, a expectativa é de que 2023/24, safra em seu terceiro mês de colheita, demonstre um crescimento de cerca de 11,5% na produção, chegando a 10 milhões de toneladas, cenário motivado principalmente por uma normalização climática na principal região canavieira do sul do país – afetada pelo excesso de chuvas em 2022. Dessa maneira, até o final do ciclo a país poderá demonstrar um aumento produtivo de cerca de 1 milhão de toneladas, fato que contudo, não deverá ser suficiente para suprir a queda dos estoques, estimada em 2,6 milhões de toneladas até o fim da atual temporada 2022/23.

Produção de açúcar na China (milhões de toneladas, valor em açúcar branco)

image 86512*Estimativa e Elaboração: StoneX. Fonte: Ministério da agricultura da China e StoneX.
Resumo do dia
Nesta quarta-feira (20), o açúcar surpreende com mais um movimento de queda em suas bolsas internacionais. Para o contrato mais ativo do #11 (SBH24), o adoçante demonstra retração de 2,38%, finalizando o dia na marca de US¢ 20,92/lb – renovação da mínima desde março/23, após atingir a marca de US¢ 27,95/lb ao final de novembro, indicando queda de 25,15% desde então. Para o branco #5 SW24, as negociações demonstraram queda mais branda, cotado a US$ 605,8/ton (-1,53%).
O mercado não registra grandes mudanças nos fundamentos que motivem a retração em Nova Iorque. Contudo, as cotações têm estado sob forte pressão da safra 2023/24 (abr-mar) brasileira, que renova seu recorde de produção de açúcar a cada quinzena desde a primeira metade de novembro – já são 2,35 milhões de toneladas acima do último recorde, devendo produzir ainda 1,08 MMT até o final desta temporada. Além disso, a percepção de melhora logística na exportação brasileira e a liquidação de posições dos especuladores têm contribuído para a forte queda do açúcar.
 
TABELA DE INDICADORES
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Fontes: ICE, CEPEA, B3, ANP, NYMEX, CBOT, Banco Central do Brasil, California Air Resources Board (CARB), CONSECANA, StoneX. Elaboração: StoneX.
 
 
 
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