
Tailândia surpreende e produz quase 12 milhões de toneladas na safra 2025/26
Neste 21 de abril, feriado no Brasil, o açúcar fechou em leve alta de 0,6% para o contrato mais líquido, com vencimento em julho/26, cotado a US¢ 13,72/lb. O movimento segue a correção da intensa desvalorização observada na semana passada.
Os patamares atuais voltam ao que foi observado para o açúcar antes do conflito entre Irã e Estados Unidos, o qual trouxe alta momentânea para o NY#11, que chegou a “testar as águas” próximas dos “16 cents”. Do final de março em diante, em oposição à retomada de preços, o mercado voltou a refletir a sobreoferta nos fluxos comerciais da commodity, especialmente pelo amplo crescimento produtivo na Tailândia, que coloca neste primeiro semestre de 2026 robusto excedente exportável, contrapartida aos riscos altistas advindos da guerra.
Intraday do açúcar NY #11, tela de julho SBN26 (US¢/lb)

Fonte: ICE-US. Elaboração: StoneX.
Tailândia
Usinas nos dias finais da safra 2025/26 na Tailândia | Produção de açúcar se aproxima de 12 milhões de toneladas
Até o dia 15 de abril, apenas 11 das 58 usinas operando na safra 2025/26 (out-set) na Tailândia ainda se encontravam em atividade. No acumulado, a moagem chegou a 105,5 milhões de toneladas, alta anual de praticamente 15% e marcando o maior volume de cana desde 2018/19.
Outro indicador que cresceu em 2025/26 foi a taxa de recuperação de açúcar, que alcançou 11,33%, 0,41 ponto percentual acima de 2024/25; isso significa que, do aumento da produção de açúcar, 400 mil t vieram apenas do ganho da recuperação de sacarose. Sobre a fabricação do adoçante, 25/26 soma 11,96 MMt, expansão de 19% frente 24/25.
Por que isso importa
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Ainda em março/26, o ritmo de moagem na Tailândia ainda demonstrava sinais de quedas produtivas, com rumores de perdas de área para conflitos na fronteira com o Camboja e de diminuição de TCH em regiões do Nordeste que eram prejudicadas pela doença da folha branca. Contudo, o recuo de moagem que era visto até fevereiro evidenciava mais um atraso da safra, ocasionado especialmente pelo endurecimento da fiscalização do governo tailandês quanto à queima da cana-de-açúcar, que chega a apenas 3,8% da moagem total em 2025/26, patamar recorde.
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As medidas mais duras contra a queima da biomassa causaram atrasos logísticos e outras dificuldades operacionais, mas não impediram a colheita de toda a cana que estava nos campos pela Tailândia. O cenário, por sua vez, colocou volumes de moagem atipicamente mais altos para os meses de fevereiro e março, reposicionando as estimativas em níveis esperados no início da safra, que indicavam moagem entre 100-105 MMt. Tal desempenho eleva as estimativas de exportação pela Tailândia especialmente no segundo trimestre de 2026, quando o Brasil pode ficar mais ausente no trade flow do que o normal dado o aumento do mix de etanol no Centro-Sul.
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O que esperar:
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Os próximos dias devem marcar a divulgação dos dados finais da temporada 2025/26 (abr-mar) no Centro-Sul brasileiro, que poderão trazer importantes informações como o mix açucareiro e a produtividade de março – as quais podem também trazer pistas para o início da temporada 2026/27.
- Comentários do mercado de etanol
- Preços do etanol hidratado iniciam a semana em queda leve, cotado a R$ 3,06/L com base nas usinas de Ribeirão Preto (SP), com impostos, de acordo com o avanço da safra canavieira no Centro-Sul e cenário max-etanol.
INDICADORES

Sources: ICE, CEPEA, B3, ANP, NYMEX, CBOT, Central Bank of Brazil, California Air Resources Board (CARB), CONSECANA, StoneX. Design: StoneX.