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Exportações de trigo da Argentina ganham força

By: Liderança Inovadora, Liderança Inovadora

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Argentina impulsiona exportações de trigo com safra robusta e redução de impostos

A Argentina colheu cerca de 23,4 milhões de toneladas de trigo, volume bem acima das estimativas iniciais para a temporada, enquanto uma sequência de cortes nos impostos de exportação tornou os preços FOB argentinos mais competitivos em relação aos de outros grandes exportadores. Como resultado, as exportações de trigo da Argentina vêm ganhando espaço, preenchendo a lacuna deixada pelo trigo russo, cujos embarques têm sido limitados por ataques a portos e embarcações no Mar Negro. Para importadores como o Brasil, que tem a Argentina como seu principal fornecedor, esse movimento oferece uma fonte mais competitiva de trigo, ao mesmo tempo em que há um novo risco climático durante a colheita.

Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil, acompanha os mercados de grãos, oleaginosas e soft commodities, atendendo clientes comerciais do agronegócio em toda a América do Sul, além de contribuir para os relatórios trimestrais de perspectivas para commodities e de inteligência de mercado da empresa. Seu trabalho analisa como a produção agrícola e as políticas adotadas no Brasil influenciam os mercados doméstico e global de commodities, apoiando as decisões de gestão de risco de compradores e produtores em toda a região.

Destaques

  • A Argentina colheu cerca de 23,4 milhões de toneladas de trigo, volume bem acima das estimativas iniciais para a temporada.
  • Os cortes nos impostos de exportação tornam os preços FOB do trigo argentino mais competitivos que os de outros grandes exportadores.
  • Chuvas mais intensas associadas ao El Niño durante a colheita ameaçam a qualidade do trigo argentino para importadores como o Brasil.

 

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Cortes nos impostos de exportação ampliam competitividade do trigo argentino frente a outras origens

As exportações de trigo da Argentina apresentam uma clara vantagem de preço em relação a outras origens após o governo argentino começar a reduzir os impostos de exportação. Segundo Bulascoschi, “o governo argentino vem reduzindo os impostos de exportação, o que tornou os preços FOB da Argentina mais competitivos do que os de outros grandes exportadores”.

Essa vantagem surge em um momento em que a Rússia, maior exportadora de trigo do mundo, enfrenta dificuldades para realizar embarques pelo Mar Negro, redirecionando os fluxos comerciais dos principais importadores para outras origens. “A Argentina é a grande beneficiada por esse cenário”, afirma.

Para os compradores de trigo, o resultado é uma alternativa de fornecimento mais competitiva em um momento em que o mercado incorpora aos preços os riscos relacionados aos embarques pelo Mar Negro.

Qualidade do trigo argentino depende das chuvas do El Niño durante a colheita

A safra argentina de trigo, estimada em cerca de 23,4 milhões de toneladas, permanece abaixo do recorde anterior de 27,8 milhões de toneladas, mas supera significativamente as estimativas iniciais. Com isso, as atenções passam do volume produzido para as condições da própria colheita.

Com o avanço dos trabalhos de campo na Argentina, Bulascoschi destaca que “o risco de chuvas mais intensas associadas ao El Niño pode afetar a safra, principalmente em termos de qualidade”.

O Brasil está particularmente exposto a esse cenário, já que o El Niño tende a provocar mais chuvas na Argentina, seu principal fornecedor de trigo. Consequentemente, volumes maiores de precipitação podem elevar o prêmio pago pelo trigo de melhor qualidade, aumentando os custos para os moinhos brasileiros mesmo que os volumes exportados pela Argentina permaneçam elevados.

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--- Escrito por Frédéric Guétin, produtor de mídia da StoneX

--- Especialista: Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil

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13 de outubro – Os futuros das bolsas indicam abertura mista, com o setor de tecnologia em queda tanto nos mercados dos EUA quanto nos asiáticos, em meio a uma nova onda de receios relacionados à IA às vésperas da temporada de balanços do terceiro trimestre. Os grandes bancos abrem essa temporada hoje, com resultados mistos até agora. O Goldman Sachs superou com folga as expectativas de lucro e registrou a segunda maior receita trimestral de sua história. Já o JPMorgan Chase ficou abaixo do esperado no lucro principal, o que tirou parte do fôlego dos mercados. Os investidores devem seguir analisando os dados desta manhã e reagindo a eles, com outros balanços relevantes previstos para os próximos dias. O VIX começa o dia relativamente contido, próximo de 15,3 no momento da redação. O dólar devolve os ganhos de ontem e recua 0,35%, para cerca de 102,2, depois de fechar na segunda-feira na máxima em 18 meses. Os rendimentos dos Treasuries têm direção mista na retomada dos negócios: a ponta curta da curva sobe e a longa recua nesta manhã. O rendimento de 2 anos volta para perto de 4,80%, enquanto o de 10 anos cai para 5,206% e o de 30 anos, para 5,559%. O petróleo começa o dia em leve queda, com o WTI de primeiro vencimento recuando 0,3%, para cerca de US$ 92,90, e o Brent de primeiro vencimento caindo perto de 1%, para cerca de US$ 105,60. Os agrícolas operam de forma mista e sem grandes oscilações. Houve pressão vendedora durante a madrugada, mas a nova escalada no Mar Negro, que detalhamos abaixo, oferece sustentação.

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