
Mercado Externo: Mercado acompanha possibilidade de corte de juros nos EUA
Neste início de semana, os olhares do mercado internacional estão voltados para os desdobramentos do Payroll, divulgado na última sexta-feira nos EUA. Os fracos índices de empregabilidade no mês de agosto tendem a abrir espaço para alterações na taxa de juros pelo Fed, que deve trazer cortes em sua próxima reunião.
A expectativa é de que o recuo leve o índice para a casa dos 4,25% aos 4% (-0,25 pp em relação aos patamares atuais) e, em menor probabilidade, que os juros decaiam até o intervalo de 4% a 3,75% (-0,5 pp em relação aos patamares atuais.) Espera-se, portanto, mudanças significativas na esfera financeira considerando a variação da rentabilidade dos principais ativos, além da sensibilidade e resposta dos preços de diversos bens, inclusive as commodities como os próprios grãos neste momento de alternação do ciclo econômico-financeiro e de juros.
Outros índices bastante relevantes que são aguardados nesta semana são os indicadores de inflação nos Estados Unidos. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) e o Índice de preços ao consumidor (CPI) serão divulgados, respectivamente, na quarta-feira (10/09) e quinta-feira (11/09), e podem proporcionar maior entendimento aos agentes quanto ao nível de aquecimento, abastecimento e condições de oferta e demanda do mercado em geral.
O dólar também é influenciado pela possibilidade de corte de juros pelo Fed e pela incerteza econômica americana. Tal cenário fortalece o câmbio doméstico, suportando uma recuperação mais acentuada do real.
O mercado asiático fechou a segunda-feira em alta, majoritariamente. As atenções estão voltadas para o anúncio de renúncia do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e há o monitoramento de dados econômicos relevantes na região.
As exportações chinesas em agosto cresceram no ritmo mais lento em seis meses. A informação é significativa uma vez que a China é um dos principais players do mercado como um todo, e esse índice pode evidenciar um potencial de desaceleração econômica chinesa.
O mercado europeu opera em alta nesta segunda-feira. Paralelamente a esse comportamento, observa-se os desdobramentos da crise política na França e a busca do país pelo quinto primeiro-ministro em três anos.
No cenário nacional, os holofotes estão voltados para a continuação, nesta terça-feira (09/09), do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente está respondendo, junto a outros sete réus, pelas acusações de tentativa de golpe de estado.
Soja em alta
As cotações da soja registraram leve alta no pregão noturno desta segunda-feira (dia 08). O mercado já está na expectativa para o relatório de oferta e demanda do USDA, que será divulgado na sexta-feira (dia 12), com apostas de que possa haver cortes de produtividade para a safra dos EUA, com alguns prejuízos devido ao clima mais seco nas últimas semanas.
Memo assim, a falta de compras de soja norte-americana 25/26 pela China continua pesando sobre as cotações, com o último trimestre do ano sendo o melhor período de exportações do país, antes da entrada de uma nova safra brasileira no mercado, no próximo ano.
Milho em baixa
O milho começou a semana em leve baixa, com expectativas de confirmação de uma safra recorde nos EUA, mesmo que o USDA traga algum corte de produtividade no relatório desta semana, devido ao clima mais seco no final do ciclo.
De qualquer forma, as condições durante o desenvolvimento da safra no país foram, no geral, favoráveis e houve importante crescimento de área no comparativo anual, o que deve garantir o maior nível de produção da história.
Trigo em alta
O trigo também registrou leve alta no pregão noturno, mas as perspectivas para a oferta continuam limitando ganhos mais significativos.
Novas estimativas para a safra da Rússia continuam revisando os números de produção para cima, o que deve abrir espaço para exportações maiores, e mesmo a safra de grãos da Ucrânia também tem recebido ajustes positivos.
Além disso, o nível de exportações dos EUA está sendo monitorado, com o último dado semanal de vendas mais fracas acendendo um alerta, apesar de o acumulado da safra 25/26 estar mais forte que no ano passado.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.