
Mercado Externo: Mercado influenciado por questões políticas ao redor do mundo
Nesta terça-feira (dia 09), as pautas de maior relevância ao mercado externo estão associadas aos indicadores inflacionários, que serão divulgadas nos próximos dias, e ao relatório de oferta e demanda do USDA.
A publicação desses informativos deve, potencialmente, atribuir dinamismo ao mercado. Esperam-se movimentações dos fundos especulativos nos mercados de futuros e uma possível maior volatilidade dos preços.
Paralelamente, aguardam-se as decisões acerca do rumo monetário americano mediante a próxima reunião do Fed, marcada para semana que vem na quarta-feira (17/09).
As bolsas asiáticas fecharam o dia de maneira mista, sem direção única. O destaque vai para o mercado indonésio, que caiu 1,66% após o presidente, Prabowo Subianto, remover de modo surpreendente a ministra das Finanças, Sri Mulyani Indrawati, na última noite.
O mercado europeu opera em alta, em sua maioria. Os olhares dos agentes estão voltados para o polêmico cenário político francês, no qual Emmanuel Macron realiza a busca de um novo primeiro-ministro.
No cenário nacional, os holofotes estão totalmente apontados para a continuidade do julgamento de Jair Bolsonaro. No dia em que o ministro Alexandre de Moraes deve exercer seu voto para o caso, agentes econômicos devem agir de maneira cautelosa.
O dólar deve acompanhar os desencadeamentos deste momento político decisivo e começa o dia em alta frente ao real. Paralelamente, a revisão do Payroll pode contribuir para que a moeda seja pressionada, uma vez que resultados confirmadamente negativos e abaixo das estimativas devem convergir para uma política de corte de juros pelo Fed.
Na Argentina, instabilidade política associada à pré-eleição em Buenos Aires, na qual Javier Milei saiu derrotado, está reforçando a vulnerabilidade e a incerteza econômica no país. Tais aspectos são refletidos na desvalorização do peso argentino e na queda significativa na bolsa do país.
Soja em baixa
A soja encerrou o pregão noturno em leve baixa, no aguardo do relatório de oferta e demanda do USDA na próxima sexta-feira (dia 12).
O acompanhamento de safra do USDA, divulgado ontem, indicou mais um leve recuo das condições boas/excelentes, que ficaram em 64%, nível ainda acima da média de cinco anos para o período, e também do esperado, lembrando que um clima mais seco em algumas regiões nas últimas semanas pode trazer algum impacto negativo. A maior parte do mercado aposta em algum corte da produtividade do país, mas que ainda deve se manter bastante favorável.
Milho em baixa
O milho também registrou baixa, com a aposta de uma safra recorde nos EUA sendo praticamente certa, mesmo que haja algum corte de produtividade no próximo relatório do USDA.
O acompanhamento de safra de ontem trouxe o percentual bom/excelente em 68%, queda de um ponto no comparativo semanal, mas consideravelmente acima da média de cinco anos, em 58%.
Trigo em baixa
O trigo continua pressionado pelo momento de entrada de safra no mercado. A colheita da safra de primavera dos EUA atingiu 85% no último domingo (dia 07)).
Por mais que exista algum otimismo com a demanda, com as exportações fortes dos EUA até o momento, é preciso acompanhar se essas vendas irão se manter, com a entrada de grandes safras em outros países, como a Rússia.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.