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Grãos | Chamada de Abertura

By: Ana Luiza Lodi, Market Intelligence Specialist

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Mercado Externo: Inflação ao consumidor nos EUA mostra aceleração

Os olhares do mercado estão voltados para várias divulgações que devem entregar dinamismo às operações. Hoje, às 9h30 foram exibidos os indicadores inflacionários referentes aos consumidores nos EUA (CPI). O índice de preços ao consumidor subiu em 0,4% em agosto, levemente acima das expectativas. Apesar desse comportamento inflacionário americano em ascensão (tem-se que essa é uma tendência consideravelmente longeva), entende-se que isso não será suficiente para alterar as potenciais decisões do Fed acerca do corte de juros. Ainda assim, os dados publicados agora há pouco são significativos para alteração de expectativas e formalização de novas estratégias dos agentes do mercado a médio e longo prazo.

Na Ásia, bolsas fecharam de maneira mista nessa quinta-feira. O destaque vai para a altas no Japão e China, associadas aos índices inflacionários e o potencial corte de juros pelo Fed, que pode chegar à casa de 0,5pp.

No cenário europeu, os mercados operam em alta enquanto esperam definições conclusivas acerca da política monetária pelo banco central europeu. A expectativa é de manutenção dos juros (2%) no bloco econômico.

No Brasil, os holofotes continuam voltados para o julgamento de Jair Bolsonaro. Com o placar em 2x1 a favor da condenação, o voto da jurista Carmen Lúcia pode ser decisivo para a definição do caso. Uma eventual condenação de Bolsonaro deve proporcionar instabilidades no mercado brasileiro, considerando os potenciais sanções norte-americanas e outros aspectos políticos relevantes.

Acerca do câmbio, o cenário atual contempla estimativas de curto-prazo que favorecem e desfavorecem o real perante o dólar. Por um lado, tem-se que a iminente política monetária expansionista nos Estados Unidos deve fortalecer o Euro e, paralelamente, apoiar o real. Sob outra ótica, entende-se que o processo de julgamento de Bolsonaro pode reforçar uma maior percepção de risco sobre ativos domésticos, o que poderia enfraquecer o real.

Soja em alta

A soja fechou o último pregão noturno em alta. A recuperação dos preços ocorre influenciada pelo tempo seco no Meio Oeste do EUA, o que pode trazer algum impacto negativo no final do ciclo. Praticamente nenhuma chuva é esperada na região de plantio em uma semana. A quantidade anual produzida está estimada abaixo em relação à última temporada, e os preços podem encontrar algum suporte de alta.

A longo prazo, expectativas de níveis de exportação abaixo das estimativas também podem impactar a precificação, desta vez pela ótica da demanda. O relatório de vendas de exportação evidenciou uma dinâmica mais lenta do mercado de soja na última semana. O embate comercial entre China e Estados Unidos continua mantendo China fora do mercado, o que pesa sobre os preços da commodity.

Milho em leve alta

Os futuros do registraram leve alta no mercado noturno. A recuperação a curto prazo se dá perante a expectativa de secas no cinturão dos EUA. Nenhuma chuva é esperada na região Meio Oeste americana na próxima semana, e tal questão climática chega em paralelo ao desenvolvimento da safra no estágio de maturação e ao início da colheita.

Paralelamente a esse fator, o relatório de vendas de exportação do USDA publicado hoje confirmou o alto nível de aquecimento nas exportações do milho pelos EUA. Estima-se que essa dinâmica das vendas proporcionou suporte aos preços.

O milho pode ficar mais em compasso de espera, até amanhã, quando será atualizado o relatório mensal do USDA (WASDE), com perspectivas de corte de produtividade, mas manutenção da safra recorde nos EUA.

Trigo em baixa

Os preços do trigo se mantêm pressionados em Chicago, em meio a perspectivas positivas para a oferta dos EUA e também global.

Essa queda do trigo norte-americana favorece a competitividade do cereal do país frente a outros exportadores, como a Rússia. Contudo, os últimos relatório de vendas e exportação dos EUA têm mostrado negociações mais fracas, o que traz preocupações.

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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