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Grãos | Chamada de Abertura

By: Ana Luiza Lodi, Market Intelligence Specialist

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Mercado Externo: Mercado avalia quais serão os próximos passos do Fed

A expectativa acerca das determinações do Fed quanto ao corte de juros segue sendo uma pauta de grande destaque no mercado. Com a divulgação de índices inflacionários ascendentes ao longo da semana nos EUA, ainda que de maneira desacelerada em comparação aos meses anteriores, a possibilidade de corte de juros acima de 0,25pp é modesta. Ainda assim, é bastante provável que esse recuo nos juros aconteça e os patamares se reduzam para a casa dos 4,25% a 4%. 

O mercado hoje aguarda a divulgação do WASDE, que abrangerá estimativas acerca da produção, oferta e demanda no âmbito das commodities. Potencialmente, a publicação do relatório, que ocorrerá as 13h dessa sexta-feira, deve proporcionar aos agentes uma percepção significativa do atual ritmo do mercado de commodities, permitindo-os a elaboração de estratégias comerciais e, sobretudo, promovendo maior dinamismo aos preços.

O mercado asiático fechou essa sexta-feira com ganhos. O destaque vai para avanços tecnológicos gradualmente significativos na região, que podem valorizar os ativos dessas economias.  

Na Europa, bolsas operam de maneira mista nesse recorte matinal. O Reino Unido registrou crescimento econômico zero no mês de agosto, e tal ocorrência pode ser um indicativo para adoção de políticas monetárias e fiscais significativas nos próximos momentos.

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de estado foi o destaque da última quinta-feira. Impactos dessa decisão sob a ótica interna brasileira e externa são aguardados pelos agentes econômicos.

Condenação de Bolsonaro e iminente corte de juros nos EUA são os principais vetores do comportamento do real frente ao dólar. A provável expansão da política monetária nos EUA tende a diminuir a atratividade do dólar e enfraquecê-lo no escopo global. Desta maneira, percebe-se margem para a valorização do câmbio doméstico, tendência essa que já é vista ao longo dos últimos dias.

As determinações do julgamento do ex-presidente podem convergir em desdobramentos comerciais negativos entre Brasil e Estados Unidos, considerando a aliança entre o governo americano e ao líder de direita brasileiro. Aumenta-se o risco em torno dos ativos nacionais e, portanto, pode haver um enfraquecimento do real sob esta ótica.

Soja em baixa

A soja encerrou as operações no pregão noturno em baixa, com ajustes após algumas altas recentes. 
O mercado acompanha e a seca em parte significativa da região produtora nos EUA, apesar das expectativas de grande safra se manterem, o que tem pesado sobre os preços. A ausência de uma atuação mais incisiva da China sob a ótica importadora, atrelada às taxações, também alimenta essa tendência baixista. O relatório de vendas de exportação demonstrou resultados mais fracos que o esperado. 

Ademais, a publicação do relatório de oferta e demanda do USDA (WASDE) tende a proporcionar novidades, podendo impactar os preços. As perspectivas para o relatório são de corte da produtividade, o que poderia dar suportes aos futuros a curto prazo, a depender do tamanho da redução.  

Milho em alta

As cotações do milho terminaram o pregão noturno no campo positivo, numa correção após as recentes baixas. 

De qualquer forma, o mercado continua apostando numa safra recorde nos EUA, mesmo com as perspectivas de corte de produtividade no relatório de oferta e demanda que será divulgado no começo desta tarde. Têm sido relatadas algumas perdas devido ao clima mais seco no final do ciclo em parte do cinturão. Mesmo assim, o crescimento anual da produção do país deve ser considerável, lembrando que a área plantada também avançou de forma significativa.

Trigo em baixa

O trigo contina sob pressão nas bolsa americanas, diante da falta de ameaças pelo lado da oferta, tanto nos EUA, quando no mundo, em geral.

Mesmo com os preços mais baixos tornando o trigo norte-americano mais competitivo, sinais de uma demanda mais fraca pelo produto dos EUA têm ocorrido nas últimas semanas. Foram negociadas 305,4 mil toneladas na semana encerrada em 04/08, volume 43% mais baixo que a média das últimas quatro semanas. Mesmo assim, no acumulado da safra 25/26, as vendas de exportação dos EUA estão mais aquecidas.

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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