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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Agentes traçam estratégias após corte de juros

Ontem, conforme esperado, o Comitê Federal de Mercado do Aberto (FOMC) dos EUA formou maioria para aprovar um corte de 0,25 p.p. na taxa de juros da maior economia do mundo. A reunião também foi marcada pela divulgação das projeções dos membros votantes da autoridade monetária com relação ao rumo futuro dos juros no país, que apontou para dois novos cortes de 0,25 p.p. ainda neste ano. Houve pouca divergência entre os diretores de política monetária, demonstrando um alto alinhamento entre os membros com relação ao que é visto como necessário para garantir o cumprimento pleno dos mandatos de pleno emprego e baixa inflação. O tom do presidente do Fed, Jerome Powell, em sua coletiva de imprensa foi cauteloso, o que faz todo sentido, frente às incertezas no mercado, principalmente com relação à inflação americana.

O efeito dessa medida nos ativos americanos tem sido positivo. Os futuros dos principais índices indicam uma valorização para patamares recordes nesta manhã.

No Brasil, o Copom manteve a taxa de juros em 15%, conforme esperado. Além disso, a autoridade monetária sinalizou que a taxa deve se manter nesse patamar ao longo das próximas reuniões. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que entende que o atual patamar deve ser o suficiente para controlar a inflação, que atualmente opera acima da meta. A postura se dá em um momento de relativo conforto para tomar esse tipo de decisão, uma vez que o mercado de trabalho brasileiro não tem demonstrado um desaquecimento, diminuindo a pressão por cortes.

A expectativa de novos cortes na taxa de juros dos EUA e manutenção na taxa de juros brasileira ampliará ainda mais o diferencial de juros entre os países, o que se reflete em uma continuidade da trajetória de apreciação do real, que já opera abaixo dos R$ 5,30/USD. O Ibovespa também mantém trajetória de alta.

Ainda no cone-sul, vale pontuar que, ontem, o Banco Central Argentina teve que intervir no câmbio pela primeira vez desde o último acordo do país com o FMI, em abril. O peso argentino vem sofrendo uma desvalorização significativa desde as duras derrotas do presidente Javier Milei nas eleições provinciais de Buenos Aires, na semana passada. O que essa trajetória do peso argentino significará para o produtor de grãos argentino? A safra de milho terminou de ser colhida no começo do mês e esse movimento cambial recente tende a ser favorável para as exportações do país, o que será um ponto de atenção relevante, uma vez que a safrinha brasileira ainda está sendo comercializada e a colheita americana já começa a dinamizar a o mercado exportador global novamente.

Soja em baixa

A soja fechou o último pregão noturno em baixa. Os ajustes negativos observados podem ser explicados pela inconclusão acerca da política de biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

Ademais, a ausência da China na pauta exportadora americana continua sendo um fator de pressão, apesar dos supostos avanços nas negociações comerciais nessa semana.

Sob uma ótica altista, o relatório de vendas de exportação dos EUA publicado hoje mostrou uma elevação nos níveis de exportação de soja. Nesta última semana, foram comercializadas 923 mil toneladas, registrando-se um aumento de 71% em comparação à semana anterior. Esse comportamento das vendas pode significar em novas altas a curto prazo, indo contra a dinâmica baixista previamente identificada.  

Milho estável

Fatores altistas e baixistas parecem se neutralizar. A nebulosidade acerca das mudanças nas políticas de biocombustível deve afetar negativamente a demanda por milho para etanol a longo prazo. Por outro lado, as incertezas climáticas nas regiões agrícolas de milho nos Estados Unidos podem comprometer parcela da produção na safra, e, desta maneira, preços podem encontrar suporte.

O relatório de vendas de exportação dos EUA, por sua vez, demonstrou que houve uma grande elevação na comercialização do milho. Cerca de 1,23 milhão de toneladas foram exportadas na semana, representando-se um aumento de 128% em relação à semana anterior. O bom andamento do programa de exportações de milho seguirá como um fator de suporte apesar da ampla oferta.

O milho encerrou as operações no pregão noturno desta quinta-feira em estabilidade.

Trigo em alta

O trigo terminou o pregão noturno em alta após ajustes técnicos de mercado e mediante à competição entre EUA e Mar Negro no segmento. Após alta competitividade ao redor dos preços, sustentou-se uma forte demanda de exportação, o que fez com que os futuros encontrassem algum suporte.

O relatório de vendas de exportação dos EUA demonstrou leve aumento na comercialização do trigo norte-americano. Cerca de 377,5 mil toneladas foram vendidas, superando as 305,4 mil toneladas da semana anterior.

Ademais, o comportamento baixista dos preços ainda é estimulado devido ao excesso de oferta da commodity no mercado.

   

 

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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10 de agosto – Os mercados globais de commodities e a economia permanecem em risco em meio a duas guerras nesta manhã. As tensões continuam a escalar tanto no Oriente Médio quanto no Mar Negro – ameaçando arrastar outros países para os conflitos. As ações estão em leve queda nesta manhã à medida que iniciamos uma semana de negociações na qual veremos dados-chave de inflação e vendas no varejo após um relatório de empregos fraco na última sexta-feira. Ainda assim, as ações continuam a ser negociadas logo abaixo dos níveis recordes, com o VIX sendo negociado perto das mínimas de 2026, logo acima de 15. O dollar index está sendo negociado perto de 99,7. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos estão sendo negociados perto de 4,68%, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 anos estão perto de 4,23%. Os mercados de energia e de alimentos estão mais firmes hoje em meio aos riscos elevados. O petróleo WTI está sendo negociado perto de US$ 80, enquanto o Brent é negociado perto de US$ 85 por barril. Ganhos de dois dígitos nos mercados de trigo de inverno lideram a alta dos preços de grãos e oleaginosas.

Arlan Suderman
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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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